Vereador de Guarujá é abordado pela PM, se nega a colocar as mãos na cabeça e acaba na delegacia: ‘sou uma autoridade na cidade’ | Santos e Região

Um vereador de Guarujá, no litoral de São Paulo, foi levado à Delegacia Sede da cidade após desobedecer a ordem de uma equipe da Polícia Militar (PM). Jailton Reis dos Santos (PRTB), também conhecido como Sorriso, se negou a colocar as mãos sobre a cabeça durante uma abordagem na cidade. Ao g1, o político conta que estava acompanhado da família e que recebeu um tratamento “desumano”.

A situação ocorreu na manhã de quarta-feira (1º), por volta das 9h, na Estrada de Pernambuco. As informações constam em boletim de ocorrência registrado na citada delegacia. De acordo com o documento, o parlamentar foi abordado porque os vidros insufilmados do carro não permitiam ver o interior do veículo.

Ainda segundo o registro feito pela corporação, Sorriso, a esposa e filha desceram do automóvel, quando um agente então deu a ordem para que o vereador colocasse as mãos sobre a cabeça.

O político negou e fez menção ao cargo público, além de dizer que não se submeteria à abordagem por ser uma autoridade com imunidade parlamentar. Ele foi conduzido no banco traseiro de uma viatura e, após passar pela delegacia, foi liberado.

À reportagem, o vereador alega que os dois policiais que o abordaram com a família empunhavam armas. Ainda segundo Sorriso, eles teriam promovido tratamento “desumano” durante a ação.

O g1 entrou em contato com a PM para repercutir as acusações, mas não recebeu um retorno até a última atualização desta matéria.

“Foi desumano. Moro no Guarujá há mais de 30 anos e a minha vida é só ajudar as pessoas. De manhã, estava indo levar minha esposa ao trabalho”, desabafou o político, que confirmou ter se negado seguir a ordem do policial.

Saíram com arma na mão e me mandaram colocar a mão na cabeça. Falei: rapaz, não vou colocar a mão na cabeça. Sou uma autoridade na cidade, sou vereador.

— Jailton Reis dos Santos, vereador de Guarujá (SP)

Vereador Sorriso (PRTB) se negou a colocar as mãos sobre a cabeça durante abordagem da PM — Foto: Divulgação/Câmera Municipal de Guarujá

Em nota enviada à TV Tribuna, emissora afiliada à Rede Globo, o advogado do vereador, Erasmo Fonseca, aponta que houve uma busca pessoal e veicular “sem fundamentação ou mesmo mandado judicial”.

Fonseca ressaltou que não foi encontrado “nada ilegal” no carro ou com a família, que a ação apenas constrangeu Sorriso, a esposa e a filha.

“Os agentes públicos agiram de forma descontrolada emocionalmente, mostrando verdadeiro despreparo para abordagem de qualquer cidadão. Reafirma o vereador que confia na PM e que o episódio de hoje foi uma anormalidade causada pelo despreparo do agente público”, destacou o profissional.

VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos


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