Tripulante brasileira morreu no Alasca por infecção generalizada e parada respiratória, aponta relatório | Santos e Região

A hemorragia que levou a brasileira Diana Wierdak, de 33 anos, à morte foi causada por infecção generalizada e parada respiratória, aponta o relatório do “Alaska Bureau of Viral Statistics”, obtido pelo g1. A jovem morreu no último dia 26 de abril, após passar mal enquanto trabalhava em um navio de cruzeiro, que navegava no Alasca [EUA].

O médico e cirurgião oncológico Fernando Yaeda analisou o documento e identificou uma citação de “crise blástica”, que pode estar relacionada à leucemia. “Trata-se de uma produção exagerada de células jovens no sangue. Elas são imaturas e não têm função, ou seja, não atuam na defesa, oxigenação e controle de sangramentos, por exemplo. Nesses casos, elas substituem as que tinham uma função importante”.

Além disso, também há o registro de “sepse” no relatório. “É a infecção generalizada por falta de defesas no organismo, que, inclusive, pode estar relacionada com a crise blástica”, complementa.

A família de Diana ainda luta para conseguir realizar o traslado do corpo seis dias após a morte da mulher. À reportagem, os familiares disseram que pediram às autoridades para que adiantem o processo para o envio. A jovem nasceu em São Vicente, no litoral de São Paulo, e estava em alto mar a trabalho.

Segundo Ubirajara Junior, que é amigo da família e está acompanhando o caso, a empresa Norwegian, responsável pelo navio em que Diana trabalhava, deu todo o suporte à família.

Corpo de brasileira que morreu há três dias no Alasca deve demorar até duas semanas para ser liberado e enviado ao Brasil — Foto: Arquivo pessoal

“A Diana foi retirada do navio por helicóptero, levada ao atendimento de emergência em terra, no Alasca, mas faleceu no hospital. A seguradora irá pagar toda a despesa com transporte deste helicóptero, do hospital e do traslado do corpo do Alasca a São Paulo”, disse em conversa com o g1.

Júnior conta que a seguradora pediu que a família determinasse qual seria o serviço funerário no Brasil para dar andamento ao processo.

“A funerária brasileira já entrou em contato com a funerária americana. Foram solicitados muitos documentos e todos já transitaram. O processo está parado porque não basta comprar a passagem e colocar o corpo na urna. Precisa de autorização das autoridades norte-americanas e brasileiras”, disse.

Diana foi retirada do navio por helicóptero e morreu no hospital — Foto: Arquivo pessoal

De acordo com o Junior, a família está vivendo o luto. “Pedimos que as autoridades acelerem o processo porque a família está vivendo um velório dentro de casa há dias”.

O amigo da vítima afirma que está em contato por e-mail com a funerária, que questionou se a família tem algum conhecido no consulado brasileiro nos Estados Unidos, mas eles não conhecem. “O Itamaraty está sendo copiado nos e-mails”, acrescentou.

Empresa informou que arcará com todos os custos — Foto: Arquivo pessoal

Diana morreu na terça-feira (26), após sofrer uma hemorragia no navio de passageiros onde trabalhava como assistente de garçons. Ela estava a bordo da embarcação Norwegian, que navegava pelo estado americano do Alasca, desde 8 de abril. O corpo já passou por autópsia e aguarda liberação.

A irmã de Diana, Jennifer Wierdak, contou ao g1 que a jovem deve ser sepultada no Cemitério Municipal de São Vicente, onde também foi enterrado o pai, Tarso Wierdak. O líder da banda Carnal Desire morreu no dia 6 de setembro de 2019, vítima de uma parada cardiorrespiratória causada por uma complicação da diabetes.

Diana ao lado do pai, o músico Tarso Wierdak, que morreu em 2019 — Foto: Reprodução

VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos


Fonte Original

Compartilhar
Mostrar mais
Botão Voltar ao topo
EnglishPortugueseSpanish
Fechar
Fechar