Tartaruga com mais de 2 metros e vulnerável à extinção é encontrada morta no litoral de SP | Santos e Região

Uma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), de 2,11 metros, foi encontrada morta por um banhista em uma praia no bairro Oásis, em Peruíbe, no litoral de São Paulo. O Instituto Biopesca foi acionado e precisou fazer a necropsia ainda na faixa de areia por conta do tamanho do animal. O procedimento, de acordo com o órgão, normalmente é realizada na sede da instituição.

Segundo o Instituto, a necropsia revelou que havia uma amputação de nadadeira dianteira cicatrizada e fios de nylon emaranhados em seu intestino. Um saco plástico também foi encontrado dentro da tartaruga durante o procedimento.

A necropsia faz parte do trabalho da instituição e tem como objetivo identificar a causa da morte dos animais. Outro objetivo do exame é coletar amostras biológicas que colaboram com o melhor entendimento do estado do animal e para obter mais informações sobre a espécie.

Ao g1, o Instituto Biopesca afirmou que não é possível afirmar ainda que o material encontrado dentro da tartaruga tem relação com a morte dela. “Mas já sabemos que a poluição tem grande impacto na vida marinha e responde pela morte de muitos animais”.

Ao g1, o biólogo Eric Comin explicou que é comum a tartaruga-de-couro apresentar tamanho grande e que algumas delas chegam a ter só 1,80 m de casco. Além disso, elas podem pesar até meia tonelada com nadadeiras de até 2 m. Elas possuem a carapaça mole, o que as diferencia das outras espécies.

Segundo o profissional, a tartaruga-de-couro se alimenta de plâncton, preferencialmente os mais gelatinosos como água-viva, salvas e ctenóforos. “Alguns estudos recentes mostram que as adultas frequentam regiões costeiras. Ela [tartaruga] gosta de áreas tropicais e temperadas, como os oceanos Índico, Pacífico e Atlântico. Então, são animais extremamente cosmopolitas”.

Comin afirmou, ainda, que, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a tartaruga-de-couro é considerada vulnerável à extinção.

No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) considera a espécie como criticamente em perigo. “São animais que ficam enroscados em redes e artefatos de pesca e isso é um grande fator que contribui para o número de mortalidade delas”, disse o biólogo.

Necropsia da tartaruga de 2,11 metros precisou ser realizada na praia, em Peruíbe, devido o tamanho do animal — Foto: Instituto Biopesca/Divulgação

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