Tartaruga-cabeçuda de 90 kg aparece morta em praia de Bertioga, SP | Santos e Região

Uma tartaruga-cabeçuda de 90 kg da espécie cabeçuda apareceu morta em uma praia de Bertioga, no litoral de São Paulo. Ela vista como uma espécie em perigo de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

O Instituto Gremar, que faz o resgate e o acolhimento de animais marinhos, foi acionado por volta de 7h de quarta-feira (12), para recolher a tartaruga. Uma equipe foi até a praia de Riviera de São Lourenço e constatou que o animal já estava morto.

Segundo o exame de necropsia do realizado pelo Gremar, a tartaruga teve uma lesão na traqueia e nos pulmões devido a espuma. Isso, segundo o Instituto, fez com que o animal não conseguisse respirar de forma correta. O exame também apontou alterações no fígado.

Apesar de dependentes do ambiente marinho, as tartarugas respiram pelo pulmão e dependem do oxigênio para a sobreviver. “O afogamento destes animais é relativamente comum e pode ocorrer em razão da interação com petrechos de pesca, ingestão de lixo ou debilidade proveniente da alguma doença”, afirmou o Instituto, por meio de nota.

O Gremar ainda coletou amostras para análise, o exame osteológico, que pode determinar a idade aproximada do animal. O resultado sai em torno de 180 dias. Segundo o Gremar, a espécie pode viver, em média, de 47 e 67 anos, porém, há registros de animais que vivem até 77.

Segundo o biólogo Douglas dos Santos, a tartaruga aparenta ter morrido na idade de transição entre a fase adulta e a infantil, com uma média de 40 anos. Porém, o especialista afirma que é possível identificar a idade exata do animal a partir de marcas no casco dele.

“São linhas de crescimento que aparecem entre as cavidades, placas, como se fossem estrias”, explica. Porém, ele ressalta que apenas com uma observação mais detalhada é possível chegar a uma conclusão.

Corpo de tartaruga cabeçuda encalha em praia de Bertioga, no litoral de SP, na última quarta-feira (12) — Foto: Reprodução/ Aconteceu em Bertioga

De acordo com o Projeto Tamar, que atua na preservação de tartarugas-marinhas, a espécie cabeçuda, conhecida cientificamente como caretta caretta, se encontra em perigo de extinção e pesa, em média 180 kg.

Ela recebe esse nome justamente por ter uma cabeça grande e uma mandíbula forte. A carapaça possui cinco pares de placas laterais de queratina, de coloração marrom-amareladas. Além disso, ela também costuma comer esponjas do mar e, quando chega à fase adulta, se torna carnívora.

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