‘Roupa íntima não precisa ser escondida’, afirma empresária do ramo de lingeries | Especial Publicitário – Intimité La Nuit

Roupa íntima não é coisa de hoje, nem de ontem; os primeiros registros vêm da Grécia Antiga, quando era usada uma faixa de tecido para cobrir e sustentar os seios. Ao longo da história, as mulheres removeram e adicionaram elementos como o espartilho, as meias-calças, até chegar ao tradicional par do sutiã e calcinha de hoje (mas há quem dispense o primeiro). Acertar na peça que une conforto e beleza e seja coadjuvante no traje é um desafio para muitas mulheres – mas não impossível.

“A roupa de baixo não precisa e não deve ser escondida”, afirma a empresária Marcela Tucci, dona da Intimité La Nuit, loja que iniciou as atividades no começo de 2020 virtualmente e há quatro meses possui uma unidade física na rua Azevedo Sodré, em Santos. Agora, o site se tornou uma extensão da loja.

A ideia de trabalhar neste ramo, segundo Marcela, surgiu com uma brincadeira em 2017. Estudando por um período integral na faculdade, não tinha tempo de fazer estágio. Buscando empreender, ela aplicou na prática toda a teoria que aprendeu no curso de Administração de Empresas e abriu a loja virtual com venda pelas redes sociais.

Marcela ainda tinha dúvidas sobre qual segmento deveria entrar, quando uma amiga a aconselhou a vender calcinhas, pensando nelas como “commodities”, pois é um produto que sempre precisa ter o seu estoque reposto. Na época ainda morava em São Paulo, onde comprava as peças e costurava os laços individualmente. “Eu percebi que estava realmente gostando de trabalhar com isso e com todas as tarefas envolvidas, mas precisei abandonar quando entrei no mercado formal de consultoria de negócios, pois não estava dando conta de ambas as demandas”, conta a empresária.

Quando senti que tinha adquirido conhecimento suficiente trabalhando em grandes clientes, cujos projetos envolveram áreas estratégicas, operacionais e financeiras, percebi que era o momento de retomar minha grande paixão e abrir a minha empresa. Agora, não vendendo somente calcinhas, como também pijamas e acessórios para dormir

— Salienta Marcela

Segundo ela, o objetivo da Intimité é “quebrar o estigma de que roupa de dormir e lingerie precisam entrar no binário de ser careta demais, ou sexy demais”. Por isso, trabalham com tecidos e modelagens que podem ser usados de mais de uma forma: as camisolas podem ser usadas como saída de praia e vestidos casuais. Já os sutiãs podem ser utilizados como tops e complementos de um look sofisticado. A ideia, ela explica, é prezar pelo conforto, respeitando as preferências e os diferentes biotipos.

O “sexy” é se sentir bem

Não existe uma regra universal sobre o que é ser sensual, mas nem toda mulher se sente segura na hora de investir em uma lingerie. O segredo, segundo Marcela, é o autoconhecimento. Marcela explica que busca sempre entender o perfil da cliente com base em suas preferências e biotipo.

“Comece observando as calcinhas que você usa no dia a dia: quais modelos você acaba usando mais? Será que é porque esse modelo lhe cai melhor? Que tal procurar uma versão menos casual dele? E as camisolas que você mais gosta: são os famosos ‘camisetões antigos do marido’? Sabia que existem versões mais elegantes? São as chamadas chemises, e estão disponíveis em uma grande variedade de estampas, tipos de tecidos, acabamentos e preços”, orienta.

A empresária vai contra o senso comum de que as calcinhas fio dental são as mais sexy. “Existem clientes que não se sentem confortáveis com esse modelo e acabam optando por calcinhas semi-fio ou até mesmo biquíni para se sentirem empoderadas e seguras.

Peça coringa do dia a dia

Marcela conta que, na loja, é comum as clientes levarem roupas ‘de sair’ e pedirem indicação de qual seria a lingerie mais indicada para usar com elas.

Quando se trata de camisas mais transparentes e decotadas, segundo aponta, o ideal é usar um top com boa sustentação e renda de bico com detalhes delicados. “Se não for a intenção da mulher que a lingerie apareça e, por um deslize, ela acabar aparecendo, a impressão que passa é a de que a lingerie usada é de bom gosto e passa longe do vulgar”, aponta.

Outro exemplo são os vestidos de festa, nos quais a roupa de baixo tem que estar sempre imperceptível. “Nesses casos, indicamos as hot pants e combinações segunda pele, feitas com elastano – que se “moldam” ao corpo, de preferência os modelos sem costura”, conta a empresária. Nos seios, segundo Marcela, a melhor pedida é o sutiã adesivo. Se for de boa qualidade e bem conservado, pode ser usado até mais de dez vezes. Na loja, inclusive, existe um modelo importado no estilo ‘push-up’, que dá a impressão de levantar os seios, sem aparecer na roupa de cima.

Já no caso das blusinhas de alça, antes os sutiãs tomara-que-caia de bojo e outros modelos de alça transparente eram usados com o intuito de ser escondidos, mas acabavam ficando evidentes nas roupas, e acidentalmente deixavam o look com aspecto ‘vulgar’. Mas agora, a empresária conta que a moda mudou: “As marcas entenderam que os sutiãs corriam o risco de aparecer e passaram a desenvolver modelos que se tornaram coadjuvantes no look, com detalhes à mostra. Por exemplo, aqueles cuja renda acompanha toda a alça e dão um detalhe de riqueza à blusinha”, afirma.

A roupa usada para dormir deve ser sempre confortável, afinal, por questões metabólicas, o corpo também transpira à noite e precisa ‘respirar’. Portanto, o pijama precisa ter uma modelagem adequada e ser confeccionado com um tecido de qualidade.

“Quanto mais sintético o tecido, menos ele permite que a pele respire, gerando aquele desconforto e calor noturno. Portanto, indicamos sempre que as clientes fujam o máximo possível de poliéster, nylon e lycra. Esses tecidos feitos artificialmente contam com pouca ou nenhuma passagem de ar, são mais grossos e com a aparência ‘plástica’ e ‘brilhosa’, diz a empresária.

As melhores opções são peças com tecidos naturais – ou confeccionados a partir de materiais naturais. Elas são mais frescas, possuem toque macio, são mais resistentes a lavagens e ao ferro de passar, além de possuir maior respirabilidade, uma vez que permitem que o calor do corpo saia e o ar entre. A Intimité La Nuit trabalha com tecidos dessas características, sendo eles o tricoline e malha advindos do puro algodão peruano, além do cetim toque de seda e viscose.

Pijama de Cetim — Foto: Divulgação


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