Repórter que cobriu acidente da dupla sertaneja Conrado e Aleksandro revela dor, tristeza e ‘um cenário de guerra’ | Santos e Região

A cobertura do grave acidente da dupla sertaneja Conrado e Aleksandro, que vitimou seis pessoas, inclusive Aleksandro, ocorre desde a manhã do último sábado (7), quando o ônibus com os artistas e a equipe tombou na Rodovia Régis Bittencourt. Desde então, a repórter da TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, Dione Aguiar, acompanha o caso que, segundo ela, tem sido “difícil” e “triste”.

O acidente ocorreu por volta das 10h30, na altura de Miracatu, no interior de São Paulo, no km 402,2 da pista, sentido São Paulo (SP).

A jornalista, de 45 anos, afirma que cobrir qualquer ocorrência na rodovia federal, que liga o Estado de São Paulo ao Sul do país, é um grande desafio. “Esse acidente foi ainda mais tenso por conta do número de vítimas”. O ônibus transportava 19 pessoas, seis morreram.

Repórter que cobriu acidente de dupla sertaneja Conrado e Aleksandro diz que cobertura é difícil e triste. — Foto: Reprodução/ TV Tribuna/ Rinaldo Rori

Entre os mortos, está o cantor Aleksandro, que deixou a esposa e três filhos. Ele foi velado no último domingo (8) e o sepultamento aconteceu nesta segunda-feira (9), em Londrina (PR).

O cantor Conrado, dupla de Aleksandro, ficou ferido e segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Registro, no Interior de São Paulo.

Além dele, o músico Júlio César Bugoli Lopes também está internado em estado grave. Ele precisou passar por cirurgias por conta das fraturas nos membros inferiores, no crânio, além de tratar de um trauma encefálico.

Segundo Dione, a cobertura do caso, especialmente por conta da dupla sertaneja, exige muita responsabilidade e precisão na apuração.

Acidente com ônibus da dupla Conrado & Aleksandro no interior de SP causa mortes — Foto: Arte/g1

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um pneu estourado pode ter sido a causa do acidente. A suspeita é de que, por conta disso, o motorista tenha perdido o controle do veículo, que tombou no canteiro central da rodovia. O problema foi identificado no pneu dianteiro esquerdo.

“Parecia um cenário de guerra ou até de alguma explosão, por conta da retirada dos corpos e do trabalho das equipes de resgate”.

Apesar da cena de tristeza e caos, Dione afirma que, no momento da cobertura, procura não se envolver emocionalmente. “Porém, entre uma entrevista e outra, olho com tristeza pra o fato. O sentimento é de empatia pela dor do outro”, desabafa.

O que se sabe sobre o acidente que matou o sertanejo Aleksandro e outras cinco pessoas

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A repórter não chegou a ter contato com os familiares da dupla sertaneja ou das outras vítimas, já que os parentes optaram por não se pronunciar nesse momento delicado. “Vi de longe a mãe de uma das vítimas fatais chegando ao Pronto Socorro de Miracatu, chorando muito, mas ela não tinha condições de falar”, conta.

“Estava bastante nervoso. Achei que ele conseguiria gravar, mas a minha maior preocupação, no momento, era ter tato o suficiente para fazer as perguntas respeitando o estado emocional dele. Não fiquei nervosa, mas fui sensível, porque ele tinha acabado de sair de um ônibus que tombou e perdeu alguns amigos”.

Dione afirma que, nas primeiras horas, não achou que o acidente teria grande repercussão. A percepção mudou quando recebeu “a confirmação oficial do número de mortes e da morte do cantor”. “Toda notícia de acidente é muito triste. Mas faz parte da vida do jornalista noticiar tanto a vida quanto a morte”, finaliza.

A repórter não chegou a ter contato com os familiares da dupla sertaneja ou de outras vítimas. — Foto: Reprodução/ TV Tribuna

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