Reforma de Palácio da Polícia Civil em Santos custará R$ 10,2 milhões | Santos e Região

O Palácio da Polícia Civil de Santos, no litoral de São Paulo, terá mais acessibilidade a pessoas com deficiência, novas adequações para prevenção de incêndios e gerará sua própria energia, a partir de fonte solar. As obras de reforma e restauração do imóvel estão previstas para começar em até 30 dias. A assinatura do contrato de reforma foi feita nesta quinta-feira (25), após anos de denúncias das condições precárias do local.

O Palácio da Polícia Civil está localizado na Avenida São Francisco, no Centro de Santos, e abriga diversas unidades policiais, como a Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic), a Delegacia Seccional de Santos, a Unidade de Ensino Policial da região, o 1º Distrito Policial da cidade e a Delegacia de Proteção ao Idoso.

A assinatura do contrato foi feita pelo delegado diretor de Polícia do Deinter 6, Manoel Gatto Neto. “O principal foco é a adequação às normas de acessibilidade, às normas do AVCB e, principalmente, dar mais dignidade aos policiais civis que trabalham nesse prédio e à população que recorre aos nossos serviços da Polícia Civil”, disse o delegado diretor.

Coletiva de imprensa apresentou detalhes da reforma do Palácio da Polícia Civil em Santos, SP — Foto: Luciana Moledas/g1

De acordo com a Polícia Civil, o custo da obra foi fixado em R$ 10,2 milhões, com prazo de execução entre 10 e 15 meses. As obras devem ter início em um prazo máximo de 30 dias, a partir desta quinta-feira, quando o contrato foi assinado.

Os serviços previstos contrato são: o restauro da fachada e reboco externo, manutenção de telhado, impermeabilização de lajes, construção de rampas de acesso, reforma e adequação dos sanitários para atender às pessoas portadoras de deficiências, instalação de portas corta-fogo nas escadas, adequação do sistema de combate a incêndio e implantação de novo sistema elétrico em todo o prédio.

Além disso, serão instalados 96 módulos de painéis fotovoltaicos. “Nós passaremos a gerar a energia elétrica que consumiremos aqui”, explicou Manoel Gatto.

Palácio da Polícia Civil em Santos passará por reforma estrutural — Foto: Matheus Tagé/Jornal A Tribuna

Denúncias e interdição

No início de fevereiro deste ano, a Justiça de SP determinou a interdição do Palácio da Polícia devido ao risco de desabamento por conta da precariedade do imóvel, situação apontada por um laudo emitido em 2019. A situação é denunciada desde 2015 pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado de São Paulo na região de Santos (Sinpolsan).

Entre os problemas detectados, estava a presença de manchas de umidade nas paredes, pinturas desgastadas, pisos danificados, deficiência em relação à iluminação em determinados ambientes, ausência de extintores em locais estratégicos e precariedade nas instalações elétricas.

Palácio da Polícia Civil em Santos passará por reforma estrutural — Foto: Matheus Tagé/Jornal A Tribuna

Um mês depois da determinação, a Justiça suspendeu provisoriamente a decisão de interdição do prédio porque o Estado apresentou um cronograma para a realização de obras no imóvel. O Governo do Estado chegou a divulgar, na época, a liberação de R$ 8 milhões para a reforma do prédio.

Ainda em março, foram iniciados os trâmites burocráticos para a reforma, com o lançamento do edital de licitação para empresas do ramo demonstrarem interesse em participar do projeto. As vencedoras do certame foram as empresas em consórcio Bolanho Arquitetura – Construção e Restauração Ltda e Almeida Sapata Engenharia e Construções Ltda.

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