Redução da burocracia e arranjos produtivos são discutidos por especialistas e autoridades no Summit Portos 5.0 | Porto Mar

A redução da burocracia, a regulação responsiva e arranjos produtivos foram os temas tratados em dois painéis do Summit Portos 5.0 nesta quinta-feira (21). O evento, promovido pelo Grupo Tribuna, aconteceu em Brasília (DF) e foi transmitido ao vivo pela internet. Diversos especialistas e autoridades participaram dos debates, que trataram de temas relacionados ao crescimento do setor portuário.

No segundo painel do evento, autoridades falaram sobre o papel da redução da burocracia e da regulação responsiva para acelerar os investimentos no setor. Participaram do debate o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Eduardo Nery, o diretor da Terminal Investment Limited, Patricio Junior, o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Dragabras, Disney Barroca, e o coordenador-geral de Fiscalização de Infraestrutura no Tribunal de Constas da União, Manoel Moreira.

Para Nery, a mudança na regulação está em andamento no país. Ele afirma que a Antaq está se esforçando para mudar procedimentos, mas que as amarras da legislação têm “efeito perverso”, pela falta de flexibilização. Ele reitera que é um grande desafio, e que os órgãos precisam estar alinhados para as mudanças. “É um desafio, porque é uma mudança de procedimentos e cultural”, explica o diretor-geral.

O diretor de Investimentos da TIL e presidente do Conselho de Administração da Brasil Terminal Portuário (BTP), Patricio Junior, falou sobre a desburocratização e a importância dos investimentos em infraestrutura. Ele disse, ainda, que a relação com as autoridades apresenta melhora. “Os órgãos estão se comunicando, os investidores estrangeiros estão olhando isso com ótimos olhos”, esclarece.

O coordenador-geral de Infraestrutura do TCU, Manoel Moreira, falou da importância da regulação. Ele diz que o tribunal está empenhado na missão de tornar o processo mais transparente, e reitera que essas mudanças devem ser feitas de forma embasada.

Barroca também falou sobre esses processos durante o painel, esclarecendo que o tema é bastante debatido, e que há divergências. “[Deve] ser uma redução de burocracia responsável e orgânica”, explica.

Arranjos Produtivos e Sincromodalismo

O terceiro painel do evento abordou Arranjos Produtivos e Sincromodalismo. Participaram do debate o CEO da empresa ASV Partners Consultoria Infraestrutura, Adalberto Vasconcelos, o consultor Luis Claudio Montenegro, um dos integrantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Marcelo Guimarães e o consultor Cesar Mattos.

Os participantes falaram sobre a importância de expandir modelos e se inspirar em exemplos estrangeiros. “Precisa olhar o setor com olhar de maior liberdade para o privado, e o setor que regula tem que estar equipado com informações”, explicou Montenegro.

Guimarães também falou sobre o tema. “Tecnologia e informação, muitas vezes, não tem fronteiras. Você limitar me parece completamente descompassado”, comentou no painel. Cesar e Vasconcelos, durante o debate, também falaram sobre a importância desses tópicos para o crescimento em um mercado competitivo.

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