Protetora de animais relata ‘caos’ após enxame de abelhas invadir seu quintal em Praia Grande, SP; Vídeo | Santos e Região

Um enxame de abelhas invadiu o quintal de uma residência em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na tarde do último domingo (1º). A proprietária do imóvel, que também é protetora de animais, afirma que tentou acionar diversos órgãos públicos para a retirada das abelhas, mas sem sucesso.

Ao g1, a moradora da residência Rita Mella, de 54 anos, contou que vive momentos de tensão e caos ao ficar presa dentro de casa. “As abelhas apareceram ontem à tarde, mas estão até agora e eu preciso trabalhar. Elas se aglomeram na telha da área da casa, justo na passagem de entrada”.

O caso teve início por volta de 13h30 em um imóvel localizado na Rua Gabriel Soares de Souza, no bairro Ribeirópolis. No terreno, há duas casas térreas, a primeira casa, fica no caminho para a entrada do terreno, onde os 33 animais resgatados pela família ficavam anteriormente, onde se encontra o enxame de abelhas.

A segunda construção é onde a família está abrigada com 22 animais, entre cães e gatos, que conseguiram escapar assim que as abelhas migraram para o local. Ainda restam 11 animais que ficaram na casa próxima ao enxame.

“Sou protetora animal e estou com oito cães que tiramos desta parte dos fundos da casa, mas três ainda estão no quintal. São 22 que estão comigo aqui na casa da frente”, relata.

Protetora de animais relata ‘caos’ ao ficar presa em casa após enxame de abelhas invadir seu quintal em Praia Grande, SP. — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo ela, em 28 anos que reside no local, nunca havia passado por uma situação semelhante. “Já liguei em todos os lugares possíveis, ambiental, florestal, e ninguém pode vir. Eles falam que não é setor deles e que é proibido a captura ou matança de abelhas”, afirma.

A orientação dada pelos órgãos públicos é que se busque o serviço de um apicultor para a remoção dos insetos, mas que se tratava de um grupo de abelhas que migrariam para outro local em três ou quatro dias. “Eles falaram que eu teria que chamar um serviço particular de apicultor, mas não tenho como pagar por um”. A remoção desse tipo de inseto feita por um profissional custa em média R$ 200.

A comerciante mora com o marido, a filha, que possui obesidade mórbida, a neta e 33 animais resgatados. Ela relata que ainda no domingo, sua família conseguiu retirar alguns dos animais que estavam no local, porém mais de dez não conseguiram sair. “Estou praticamente presa em casa. Não vejo como sair e deixar os bichos aqui assim, eles estão presos na casa onde estão as abelhas. Não consigo sequer ir lá alimentar eles”.

Segundo ela, desde ontem, a morada precisa separar cães que brigam sem ter lugar e ficaram ‘caóticos’ por estarem reunidos no mesmo espaço. “Eles estão estressados, um deles já ‘detonou’ a porta do banheiro. Fora que há cães que atacam os gatos, sendo que em um dos quartos tem 12 deles”, conta a protetora.

A moradora afirma que por telefone foram passadas diversas atitudes que ela deveria evitar, como tentar fazer com que os cães não façam barulhos como latir e não colocar fumaça para espantar os insetos.

“Estou em um caos completo. Tenho uma mobilidade prejudicada, eu manco e não conseguiria correr para me livrar das abelhas. Muitas pessoas falando para eu fazer ‘fumacê’, mas até eu chegar com a lata de fumaça, elas já me pegariam no caminho. Além de correr o risco delas entrarem dentro da casa”.

“Pagamos impostos, mas não temos um serviço para ajudar. Conheço uma senhora ficou presa na casa três dias porque não removeram o enxame também. Não quero matar as abelhas, Mas não vi ninguém ser atendido pela ambiental ou pelos bombeiros”, reclama.

Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que a Defesa Civil não atende este tipo de ocorrência. Em casos assim, é preciso acionar um profissional adequado.

Os apicultores são profissionais preparados para o manuseio de abelhas, dispõe de macacões, luvas e botas apropriadas além de outros materiais para fazer o resgate seguro.

Segundo o apicultor Jorge Chaptiski, os insetos nas imagens se tratam de abelhas europeias e que são mais mansas do que as africanas, porém, ele alerta que há um risco maior para pessoas alérgicas. “Geralmente elas irão migrar para um local onde possam montar seu ninho. Pelas fotos, o local está muito exposto para elas. Porém pode ser que elas tentem se instalar no forro ou em algum local mais escuro e quente”, explica.

Chaptiski afirma que o enxame localizado na casa de Rita é de pequeno porte, que em média, possui em torno de 3000 a 3500 abelhas. “Elas estão em volta da rainha escondendo-a de predadores”.

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