Presidente do diretório do PDT depõe à Comissão Processante que analisa impeachment do prefeito Válter Suman | Santos e Região

A Comissão Processante criada para analisar o pedido de impeachment do prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSDB), ouve José Manoel Ferreira Gonçalves, o presidente do diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT), na manhã desta quarta-feira (3). Ele será o primeiro a depor no processo.

José Manoel, representando o partido, foi o autor do pedido de destituição do cargo de Suman que originou a comissão. Ele será ouvido como testemunha e responderá a questões elaboradas pelos vereadores membros da Comissão Processante, formada pelo presidente Fernando Martins dos Santos (MDB), o relator Juninho Eroso (PP) e Sirana Bosonkian (PTB), membro da Comissão.

Comissão Processante abre série de depoimentos em processo de impeachment de prefeito de Guarujá, SP — Foto: Luciana Moledas/g1

O depoimento começou, por volta de 10h, e não tem previsão de término. Segundo apurado pelo g1, outra pessoa, que não teve sua identidade revelada, seria ouvida nesta quarta, mas a Câmara dos Vereadores não conseguiu intimar a testemunha a tempo.

Outras testemunhas prestarão depoimento ao longo dos próximos dias, mas a Comissão Processante preferiu não divulgar a relação de nomes até que as intimações sejam realizadas.

A primeira sessão da Comissão Processante que analisa o pedido de impeachment aconteceu no dia 23 de setembro. Essa primeira reunião ocorreu no plenário da Câmara, após ser aprovado por unanimidade o pedido de destituição do cargo do prefeito, protocolado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Com a definição, um documento foi confeccionado, apontando todas as denúncias contra Suman. Por dois dias, a Comissão tentou localizar o prefeito para entregar a intimação, no Paço Municipal, onde ele não foi encontrado.

O prefeito foi intimado no dia 30, teve dez dias úteis para apresentar a defesa prévia e apontar dez testemunhas de defesa. Após ser localizado, ele apresentou a defesa, que foi analisada pela comissão.

Prefeito de Guarujá, Válter Suman, foi solto após Justiça Federal conceder liberdade provisória — Foto: Alexsander Ferraz/Jornal A Tribuna

Nicolau e o prefeito da cidade, Válter Suman (PSDB), foram presos em flagrante pela Polícia Federal durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Nácar, que investiga um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde em meio ao enfrentamento da Covid-19, em 15 de setembro. Eles foram colocados em liberdade provisória no dia 18 do mesmo mês.

As ações aconteceram na casa do prefeito e, também, do secretário. Nos imóveis ligados a ambos, foram encontrados quase R$ 2 milhões em dinheiro.

A reportagem teve acesso ao documento da Polícia Federal que detalha os itens apreendidos na residência do prefeito, totalizando mais de R$ 70 mil e dezenas de joias e outro, que aponta o encontro de mais de R$ 40 mil escondidos dentro de caixas de máscaras de proteção facial no gabinete da prefeitura.

Suman é suspeito de comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 109 milhões da área da Saúde, enquanto Nicolau teria recebido vantagens indevidas nos contratos firmados entre a prefeitura e a Organização Social Pró-Vida, que era responsável pela administração da UPA da Rodoviária e 15 Unidades de Saúde de Família (Usafas).

Quase R$ 2 milhões foram apreendidos pela PF em imóveis ligados ao prefeito e secretário de Educação de Guarujá, SP — Foto: Reprodução/Polícia Federal

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