Polícia e empresa de energia realizam operação para combater ligações clandestinas em São Vicente, SP | Santos e Região

Uma operação para combater fraudes e furtos de energia foi realizada nesta quarta-feira (20) em São Vicente, no litoral de São Paulo, pela Polícia Civil e pela CPFL Piratininga – concessionária que fornece energia para a cidade. Ao todo, 65 locais foram vistoriados, entre residências e comércios.

A “Operação Fraudes e Furtos” ocorreu das 8h30 às 15h, e identificou 26 ligações clandestinas e dez fraudes de energia elétrica, no bairro Vila Mateo Bei. A ação contou com quatro equipes, formadas por agentes da CPFL e policiais civis.

Antes de programar o local da inspeção, a empresa faz um levantamento prévio, por meio de sistemas tecnológicos com inteligência artificial, conforme explicado em nota pela CPFL. “Através de dados de consumo, a distribuidora consegue mapear clientes que tiveram oscilações incomuns na quantidade de energia consumida. Com este levantamento e cruzamento de dados, as inspeções em campo se tornam cada vez mais assertivas”.

Durante as inspeções, quando constatado um alto consumo de energia em uma ligação clandestina, o proprietário do local é encaminhado à delegacia, para elaboração de boletim de ocorrência.

Polícia e empresa de energia realizaram operação para combater ligações clandestinas em São Vicente, SP — Foto: Marcela Pierotti/g1

A concessionária explicou ao g1 que fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, com penalidades de até quatro anos de prisão. Além do risco de ser preso, quem for flagrado cometendo a irregularidade receberá uma cobrança dos valores retroativos, referente ao período em que deixou de pagar pelo fornecimento de energia.

Além de ser considerada furto, a ligação clandestina, popularmente chamada de “gato”, coloca a população em risco, como explica a CPLF em nota. “O cidadão coloca em risco não somente a si mesmo e a sua residência ou comércio, mas toda a vizinhança e o sistema elétrico. A rede de energia segue padrões e normas de segurança para a sua construção e manutenção, incluindo as novas ligações de energia. Por isso, somente técnicos da distribuidora podem atuar na rede”.

Polícia e empresa de energia realizaram operação para combater ligações clandestinas em São Vicente, SP — Foto: Marcela Pierotti/g1

A energia furtada também compõe parte da tarifa de energia elétrica cobrada aos consumidores legais, ou seja, os clientes com instalações regulares, que pagam as contas em dia, também são cobrados por uma parte do gasto da energia que é furtada. Outra parte é assumida pela distribuidora.

“As irregularidades também deixam a conta de luz mais cara para todos os consumidores, já que a Agência Nacional de Energia Elétrica [ANEEL] reconhece a ação como uma ‘perda comercial’, e este valor ‘perdido’ é rateado entre todos os consumidores da distribuidora. Outra consequência das fraudes e furtos é a piora na qualidade do serviço de distribuição de energia, uma vez que as ligações clandestinas sobrecarregam as redes da distribuidora de energia”, explica em nota.

A CPFL possui canais de comunicação para que as pessoas ajudem a combater as irregularidades. As denúncias podem ser feitas de forma anônima, pelo site www.cpfl.com.br/fraude, ou pelo e-mail denunciafraude@cpfl.com.br.

VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos


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