PM envolvido em morte de policial civil em frente a delegacia, em SP, alega legítima defesa; VÍDEO | Santos e Região

De acordo com o policial militar, que não quis se identificar, tudo começou quando uma equipe abordou e conduziu um homem – conhecido de um dos filhos de Brazzolin – que havia xingado agentes em viaturas da corporação mais cedo naquele dia.

“Chegando lá [na delegacia], a gente encontrou o Eduardo Brazzolin e o filho dele, que se estava com esse indivíduo [conduzido ao DP]. Ele começou a falar algumas ameaças e iniciou um entrevero. Na hora da imobilização [do policial civil], ele sacou a arma e saiu atirando”, alega o PM.

Policial civil Eduardo Diogo Cardoso Brazzolin foi morto por um PM em frente a delegacia — Foto: Arquivo Pessoal

O policial militar que contou a versão à reportagem foi atingido de raspão no rosto. Outro colega da corporação foi baleado no ombro. Um tenente, que também não teve o nome divulgado, teria sido o responsável pelo tiro que atingiu Brazzolin.

“Os filhos dele [do policial civil] falaram que efetuamos seis disparos, coisa que não aconteceu. Foi um disparo justamente em legitima defesa, senão teria acontecido algo muito maior ali na hora”, comenta o agente. Ele acrescenta que o fim não foi o desejado por ambas as partes. “Não era algo que a gente esperava e também não queríamos esse desfecho”.

Ao g1, o policial militar contou como se sentiu com a repercussão do caso e afirma, inclusive, que os agentes supostamente envolvidos na morte de Brazzolin receberam ameaças.

“No começo, a nossa preocupação era grande, principalmente com os nossos familiares. A gente espera que a ocorrência, no caso, o que aconteceu ali, seja apresentada na delegacia e, posteriormente, no fórum ou alguma coisa assim, não essas ameaças ou a parte de calúnia e difamação. Isso acaba abalando a gente, pois trabalhamos de forma correta, e ali houve uma inversão de valores”, desabafa.

Delegacia de Polícia Sede de Guarujá — Foto: Reprodução

A advogada Larissa Torquetto, que defende três policiais militares no caso, incluindo o agente que relatou sua versão à reportagem, aponta que as câmeras acopladas às fardas e as imagens do sistema de monitoramento da delegacia serão essenciais para provar a legítima defesa.

Larissa Torquetto, advogada dos PMs, ressalta ato em legítima defesa — Foto: Thiago D’Almeida/g1

“Essa câmera fica em stand by [ligada, porém inoperante] durante o turno desse policial. Quando ela é acionada por um simples toque no botão central, inicia a gravação, mas recupera os últimos 90 segundos com áudio. Então, é claramente perceptível pelos barulhos, principalmente do disparo, e pela localização de cada um dos policiais ali, quando efetivamente foi disparado por um PM, algo necessário para neutralizar aquela completa ameaça”, comenta.

Larissa ressalta que, apesar do pedido da Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo pelo afastamento dos PMs, os agentes seguem em suas funções. (Veja o vídeo acima)

Os policiais militares entraram na Justiça contra a família de Brazzolin. Os filhos do policial civil acusaram os agentes de execução e disseram que o pai era perseguido.

Em entrevista à TV Tribuna, emissora afiliada à Rede Globo, o advogado da família da vítima, Renato Cardoso, se posicionou.

“Estou aguardando as investigações. Elas dirão se houve legítima defesa, se houve excesso nisso ou não. Não estamos aqui para apurar e achar um culpado a todo custo. O que a família quer é a verdade do que aconteceu. Não só o que aconteceu naquele dia, mas o que motivou os fatos daquele dia. Temos a morte do Luan [outro amigo do filho de Brazollin], em novembro de 2020, envolvendo os mesmos policiais militares”, relatou.

PM envolvido na morte de policial civil afirma que PM's agiram em legítima defesa

PM envolvido na morte de policial civil afirma que PM’s agiram em legítima defesa

VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos


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