Pinguim ‘bravo’ aparece no litoral de SP e gera curiosidade: ‘cansado e com hipotermia’ | Santos e Região

Um pinguim-de-magalhães com a expressão de ‘bravo’ foi encontrado na praia do bairro Guilhermina, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Apesar de, aparentemente, estar cansado, o animal não apresentava ferimentos e foi resgatado por uma equipe da Guarda Costeira, que integra a Guarda Civil Municipal (GCM).

O inspetor da Guarda Costeira, Delfo Monsalvo, disse que o grupamento foi acionado por populares e que o animal foi encontrado na beira da água, nesta quarta-feira (1).

“Ele estava visivelmente cansado e com hipotermia [baixa temperatura corporal]. Esse foi o primeiro registro de pinguim este ano em Praia Grande. Esta época é comum eles migrarem para nossa região em busca de alimento e águas mais quentes”, afirmou, em nota.

Além deste, outros dois pinguins da espécie foram encontrados e resgatados, segundo o Instituto Biopesca. Um localizado na praia do Canto do Forte, também em Praia Grande, e outro na praia Barra do Una, no litoral norte de São Paulo.

Uma das imagens feitas pela equipe de resgate mostra o animal com uma cara de ‘bravo’. A orientação do inspetor é para as pessoas não tocarem nos animais e acionarem o grupamento pelos números 199 ou 153. “Ainda que não sejam perigosos, em uma situação assim eles podem estar assustados e reagir de forma agressiva”, disse em nota.

Segundo a prefeitura, o pinguim foi recolhido e encaminhado ao Instituto Biopesca para ser examinado e passar por reabilitação. Cumpridos os procedimentos, o animal deverá ser devolvido ao habitat.

Pinguim ‘pistola’ foi resgatado por uma equipe da Guarda Costeira, na manhã de quarta-feira (1º), em Praia Grande — Foto: Guarda Costeira de Praia Grande/Divulgação

O biólogo Eric Comin explica que o pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) é comum na região. A espécie vive em alto mar em busca de comida, sendo que a alimentação é baseada de pequenos peixes, lulas e crustáceos.

Segundo Comin, uma curiosidade da espécie é que ela foi citada pela primeira vez por um explorador português chamado Fernão de Magalhães, que a avistou em 1520.

Os pinguins-de-magalhães possuem uma glândula de excreção de sal para eliminar a substância do corpo. De acordo com o biológo, eles podem mergulhar até 50 metros de profundidade em busca de alimento.

Pinguim foi resgatado visivelmente cansado e com hiportemia na praia do bairro Guilhermina, em Praia Grande — Foto: Jairo Marques/Prefeitura de Praia Grande

“A principal ameaça é a contaminação do oceano, tem o plástico, tudo que vem do petróleo e seus derivados. Outra ameaça é o pessoal de navio que faz a limpeza dos porões e, muitas vezes, por acidente, os produtos caem na água e as aves são fortemente afetadas”, explica.

Comin explica que o derramamento de óleo no mar pode fazer com que a substância grude na pena das aves, que acabam tendo dificuldades para nadar.

“Essas aves têm uma temperatura corpórea muito alta e, com as penas com problemas, elas acabam perdendo muito calor, podendo ter hipotermia e desidratação”, finaliza.

Pinguim foi recolhido e encaminhado ao Instituto Biopesca para ser examinado e passar por reabilitação — Foto: Jairo Marques/Prefeitura de Praia Grande

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