Pai de menino espancado pela mãe e o padrasto celebra 'milagre' de ter o filho vivo e feliz: 'mais um ano ao meu lado'; VÍDEO



Há três meses, o filho de Renato Santos Brasil havia sido brutalmente agredido. Ele teve oito costelas quebradas, um braço fraturado e passou 27 dias internado em um hospital de Santos, no litoral de SP. Criança agredida teve alta do hospital após 27 dias internada, em Santos, no litoral de São Paulo
Arquivo pessoal
O pai do menino de quatro anos que foi brutalmente agredido pela mãe e pelo padrasto em São Vicente, no litoral de São Paulo, conversou com o g1 nesta quarta-feira (28). Segundo Renato Santos Brasil, após três meses da agressão, o filho está evoluindo bem e voltando à rotina.
“Meu pequeno está bem. Brincando, sorrindo e vivendo a vida. Seguimos com os acompanhamentos médicos indicados pelo hospital e ele tem respondido positivamente. A gente espera que, com o tempo, ele consiga esquecer tudo que ele passou e cresça um homem feliz”, contou o pai.
A criança teve oito costelas quebradas e um braço fraturado. O g1 teve acesso às imagens gravadas pela mãe após as agressões. No registro, ele aparece sem roupas, encostado na parede e machucado. A mulher diz: “Tá rangindo tu? Tu tá rangindo e virando a cabeça? Dentro da minha casa você não vai fazer bagunça. Você não vai fazer bagunça”. (veja vídeo abaixo).
Ainda segundo Renato, o que aconteceu com o filho foi um milagre. “Estamos muito alegres. Graças a Deus o meu filho foi abençoado e pode passar mais um ano ao meu lado. É maravilhoso. Aqui em casa é só felicidade”, disse ele.
Criança é brutalmente agredida pela mãe e pelo padrasto em São Vicente, SP
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso da criança foi registrado como lesão corporal e abandono de incapaz no DP de São Vicente. O caso foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).
Guarda definitiva
O advogado Lucas Rodrigues, que defende os interesses do pai do menino, informou ter ingressado com um pedido da guarda definitiva. “Em paralelo a esse pedido, eu protocolei um liminar solicitando que a guarda provisória seja concedida ao Renato, mas sem imposição de prazo”.
O pai do menino estava com a guarda provisória do filho pelo prazo de 180 dias, desde outubro. Além disso, a Justiça também concedeu uma medida protetiva ao garoto, proibindo que a mãe que tenha qualquer aproximação com a vítima e a irmã.
Prisão da mãe
A mulher suspeita de agredir brutalmente e fraturar oito costelas do filho foi detida no dia 5 de outubro, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Segundo boletim de ocorrência, a mulher teria dito que “já sabia que era procurada” e, na sequência, se entregou voluntariamente.
Mulher suspeita de agredir o filho é presa no litoral de São Paulo
Reprodução/TV Tribuna
Quando chegou ao 2º DP, a mulher foi hostilizada por moradores de São Vicente, no litoral paulista. Imagens captadas pela TV Tribuna, emissora afiliada à Rede Globo, mostraram o momento em que ela era verbalmente atacada por moradores da região. O g1 tentou contato com a defesa da mulher, mas não obteve retorno.
O padrasto do menino, que também estaria envolvido nas agressões, foi encontrado morto e com marcas de tiros pelo corpo. A suspeita da polícia é que ele tenha sido morto por criminosos que decidiram vingar o menino.
Após passar por audiência de custódia, no dia 7 de outubro, a mulher foi transferida para o Centro de Detenção Provisória Feminino de Franco da Rocha. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a mãe do menino teve a prisão preventiva mantida pelas autoridades e aguarda julgamento em regime fechado.
Padrasto morto
O corpo do homem que espancou o enteado de 4 anos foi encontrado em São Vicente, no litoral de São Paulo, no dia 5 de outubro.
Segundo a polícia, o corpo do padrasto tinha marcas de tiros na região do tórax, no olho direito e nas mãos, o que fez a polícia concluir que o homem foi assassinado.
A Polícia Civil informou que o corpo dele foi encontrado na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, no bairro Parque das Bandeiras. Ele estava usando um casaco cinza, uma blusa preta e uma bermuda estampada azul. A polícia identificou o homem apenas como Julian.
Veja o resumo do caso
A agressão ao menino de quatro anos aconteceu no dia 28 de setembro, em São Vicente, no litoral de São Paulo, dentro da casa da mãe.
Segundo a tia do menino, Jéssica dos Santos, de 31 anos, a vítima e duas irmãs eram criadas pelo pai só ficavam com a mãe aos finais de semana.
Recentemente, o pai perdeu a esposa para o câncer. Por conta disso, a mãe das crianças disse que ficaria com elas para ajudá-lo a passar por esse momento. A guarda do menino não foi definida judicialmente entre os pais.
O vídeo feito pela mãe do menino mostra ela falando com ele após as agressões. Ele está sem roupas, encostado na parede e machucado. A mulher diz: “Tá rangindo tu? Tu tá rangindo e tá virando a cabeça? Dentro da minha casa você não vai fazer bagunça. Você não vai fazer bagunça”.
O vídeo foi obtido pelo g1 após uma vizinha ter encaminhado as imagens por grupos em aplicativos de mensagens.
Segundo a conselheira tutelar, que acompanha o caso, o padrasto levou a criança enrolada em um lençol para a casa dos pais dele. O casal, então, levou o menino para o hospital após constatar machucados no rosto e sangue no ouvido.
O menino foi levado para o Hospital Municipal de São Vicente e, devido à gravidade dos machucados, foi transferido para a UTI pediátrica da Santa Casa de Santos.
O hospital informou que a criança foi assistida pela equipe multiprofissional e recebeu todos os cuidados necessários nos 27 dias em que permaneceu internada.
Segundo o Ministério Público, o crime contra o menino foi considerado gravíssimo. A decisão judicial cita que há fortes indícios que a mãe tem índole violenta e perigosa, capaz de agredir de forma cruel o próprio filho.
Ela deve responder por tentativa de homicídio, lesão corporal grave e crime de tortura agravada por cárcere privado. A pena é de 20 a 30 anos em regime inicial fechado.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos


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