Objeto que intrigou moradores no litoral de SP pode ser de navio nazista, diz especialista | Santos e Região

Clemente foi responsável pela identificação de mais de 20 fardos que apareceram nas praias de Pernambuco que pertenceram a um navio nazista naufragado. Ao g1, nesta sexta-feira (14), o profissional disse que o objeto encontrado em Ilha Comprida pode ter vindo do mesmo local de onde surgiram os fardos no nordeste brasileiro, principalmente por semelhanças visuais.

“Como [os fardos] derivam no oceano, a corrente Equatorial traz para a costa do Brasil, que acaba numa bifurcação ao Sul e ao Norte”. Dessa forma, o bloco pode ter sido levado em direção ao sudeste brasileiro. O profissional, porém, não afirmou a origem do fardo, apenas explicou, com base em imagens e na semelhança com os objetos encontrados no nordeste, uma possível origem de onde tenha surgido.

Ao g1, o Instituto de Pesquisas de Cananeia (Ipec), que monitora as praias da região, informou não ter informações concretas sobre a procedência do objeto.

Bloco pesado e cheio de crustáceos

Bloco é formado por material semalhante a silicone — Foto: Reprodução

Ao g1, a Prefeitura de Ilha Comprida informou que a fiscalização municipal verificou nesta quinta-feira (13) que o bloco é formado por uma “espécie de silicone em camadas”. A análise aponta que o material possa ter se sedimentado em um grande bloco em razão do tempo no mar, e que o material possa ter sido usado em embarcações antigas.

O fardo foi recolhido na quinta-feira e levado ao local de descarte da administração municipal. A prefeitura analisará as melhores condições para descartar o objeto, considerando que o produto tem grande durabilidade e “não será diluído facilmente”.

O biólogo marinho Eric Comin disse ao g1 que o objeto pode acarretar em consequências muito grandes para a saúde dos mares, principalmente aos animais marinhos. O especialista explica que as ações físicas aos poucos contribuem para que pequenos pedaços do grande bloco se desprendam e, como consequência, sejam ingeridos por animais.

O biólogo pontua que microplásticos causam sérios danos à saúde e vida marinha, já que o composto pode tanto ser bioacumulador e se acumular dentro dos animais quanto causar problemas no trato digestivo dos animais, acarretando até em problemas hormonais.

Caixa encontrada em Itanhaém, SP

Um grupo de voluntários encontrou o que acredita ser um fardo de borracha em Itanhaém, no litoral de SP, neste sábado (3) proveniente de um navio nazista naufragado no Brasil. — Foto: João Malavolta

No dia 3 de setembro, uma caixa foi encontrada na orla de Itanhaém, no litoral de São Paulo. O item foi recolhido por três homens que suspeitavam se tratar de um fardo de borracha pertencente a um navio nazista naufragado. A hipótese foi confirmada pelo biólogo Clemente Coelho Jr., que participou de pesquisas sobre o aparecimento desses objetos na costa nordestina.

“São fardos de látex que foram transportado por navio que foi fundado na Segunda Guerra Mundial, próximo à Paraíba”. Apesar de ser uma grande distância a ser percorrida por uma “caixa”, o pesquisador explica não é estranho imaginar que esses objetos chegassem à costa paulista devido às correntes marítimas que poderiam levá-los.

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