Navio asiático com tripulantes com Covid-19 é autorizado a operar no Porto de Santos, diz sindicato | Porto Mar

Um navio porta-contêineres atracado no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, está com oito tripulantes com Covid-19, segundo informações do presidente do Sindicato dos Estivadores, Bruno José dos Santos, nesta quarta-feira (15). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a operação na embarcação. De acordo com o sindicato, os demais funcionários estão preocupados com a situação.

A embarcação é de Singapura e está atracada no Porto de Santos desde segunda-feira (13), com previsão que fique até sábado (18), quando parte rumo à Buenos Aires, na Argentina.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Estivadores, mesmo estando desde o dia 13 atracado, as operações do navio no cais santista só começaram no início da noite desta terça-feira (14). Ele diz que recebeu diversas ligações de estivadores, que são vinculados ao terminal onde o navio está atracado, afirmando que teriam que trabalhar a bordo da embarcação com infectados.

“Colocar os trabalhadores a exposição não é aceitável. Infelizmente estão todos em pânico e não podem sequer negar em fazer o trabalho com medo de serem despedidos. Os trabalhadores estão sofrendo um terror psicológico com essa situação”, disse o presidente do sindicato.

De acordo com ele, foram disponibilizados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que não fazem parte do dia a dia do trabalho, como macacão de Tyvek, para proteção em operações químicas, além de máscaras e luvas.

Ainda segundo o presidente do sindicato, todos os infectados estão isolados em uma parte do navio. Ele diz que desconhecia essa medida. “Não conhecia esse protocolo, o antigo prezava-se a assistência médica à tripulação, e o navio ia para uma quarentena na barra. Esse novo protocolo da Anvisa põe em risco todos os trabalhadores e também todos moradores da região”.

A Santos Port Authority, a autoridade portuária de Santos, confirmou ao g1 que o início das operações da embarcação foi autorizado pela Anvisa.

A reportagem do g1 entrou em contato com a Anvisa para obter mais detalhes do caso. Porém, até a última atualização desta reportagem, não recebeu retorno sobre o assunto.

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