Mulher mordida na orelha e golpeada com pedradas na cabeça relata medo de voltar para casa: ‘destruíram a minha vida’ | Santos e Região

A vítima disse que teme ser demitida por estar ferida e isso comprometer seu desempenho. “Estou trabalhando toda destruída, com medo de ser demitida. Os patrões estão me segurando. Eles [os vizinhos] destruíram a minha vida. Não posso mais ir para minha casa com medo”, disse.

Ela conta que já havia colocado a casa para vender para evitar “que o pior acontecesse”. “Infelizmente não consegui sair antes do pior, mas [mesmo sem vender] vou alugar e sair”, desabafou.

Vítima foi mordida na orelha e contou à polícia ter levado pedradas na cabeça — Foto: Arquivo pessoal

Ao g1, a vítima relatou que os sentimentos no momento são de tristeza e revolta. “Tenho que sair da minha casa e pagar aluguel. Os donos da adega queriam que eu saísse da minha casa, pois eles achavam que eu era a única pessoa que se incomodava com o barulho do som”.

Ela afirmou, ainda, que mesmo chamando a polícia várias vezes e tendo registrado boletim de ocorrência, não recebeu a assistência que esperava. “Infelizmente não fizeram nada e ainda achavam que eu estava com mania de perseguição”.

Um desentendimento entre vizinhos, por conta de som alto, terminou em luta corporal, mordida na orelha e pedradas na cabeça. Após as agressões, a vítima revelou ter medo de sair de casa por receber ameaças. A Polícia Civil investiga o caso, registrado como lesão corporal.

De acordo com ela, que mora no loteamento Jardim Ana Paula, no bairro Rio da Praia, as discussões começaram porque uma adega em frente a casa dela estava com som alto, na madrugada da última quarta-feira (11). No mesmo dia, mais tarde, ela diz ter sido atacada.

“Chegaram [os proprietários do comércio] dizendo que iriam apenas conversar, mas as duas irmãs, que são donas da adega começaram me agredir. Uma me segurou e a outra mordeu minha orelha. Me deram golpes na cabeça com uma pedra. Me machucaram demais. Não tive como me defender”, contou.

Vítima foi levada à UPA pela Polícia Militar — Foto: Arquivo pessoal

A PM foi acionada à adega e socorreu a mulher agredida à Unidade de Ponto Atendimento (UPA). Após o tratamento, a vítima e as supostas agressoras foram conduzidas ao Distrito Policial (DP) do município.

Uma das donas da adega informou à polícia que foi a vizinha quem começou a briga. Ela contou que estava com a irmã dentro do estabelecimento quando foram ofendidas. Ainda de acordo com o relato, ambas foram conversar com a mulher, que teria dado um tapa na cara de uma delas.

A dona do comércio que levou o tapa afirmou, em depoimento, ter jogado a vizinha no chão e mordido a orelha dela, enquanto a irmã puxava o cabelo. A briga só terminou quando outras pessoas apareceram e separaram a confusão.

Ferida na orelha, a vítima saiu do DP com uma requisição de exame de corpo de delito para ser realizado no Instituto Médico Legal (IML) de Guarujá.

A vítima compareceu ao IML na tarde da última sexta-feira (13) e foi informada de que o resultado do exame fica pronto em dez dias.

VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos


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