Mulher leva 30 pontos no rosto após ser esfaqueada por ex: ‘Choro ao me olhar no espelho’ | Santos e Região

Uma mulher relata que precisou levar 30 pontos no rosto após ser esfaqueada pelo ex-marido, de 54 anos, em Registro, no interior de São Paulo. Em entrevista ao g1, a dona de casa Marcia Torquato Alves, de 42 anos, disse que já registrou boletim de ocorrência contra ele em outras ocasiões. O homem foi preso e solto duas vezes, e voltou a persegui-la e ameaçá-la.

O homem, identificado como Gildo de Amazonas, foi preso em flagrante após esfaquear a ex-mulher. Ele permanecia à disposição da Justiça até a última atualização desta reportagem. O g1 não conseguiu localizar o advogado dele.

O último ataque, que causou o ferimento profundo no rosto da dona de casa, aconteceu há uma semana. Ela vítima foi abordada pelo ex-companheiro e levou um soco no rosto. Marcia conta que revidou a agressão e, pouco depois, ele a esfaqueou no rosto e nas costas, na região perto do pescoço.

Policiais militares realizavam patrulhamento peloa cidade quando viram a vítima ferida em uma cadeira, em frente a um bar. Eles identificaram o agressor e conseguiram prendê-lo. A mulher foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao hospital. Segundo Marcia, ela levou 30 pontos no rosto, além de outros nove pontos nas costas. No dia seguinte, ela recebeu alta médica.

“Ele me ameaçava há bastante tempo, mesmo eu tendo medida protetiva. No sábado passado, quando ele me feriu com faca, eu desmaiei e fui levada de ambulância ao hospital. Fomos casados por 15 anos e estamos separados há 10 meses, mas ele nunca aceitou a separação”, disse ela, que tem duas filhas com o agressor.

O suspeito foi conduzido à cadeia pública e o caso foi registrado como tentativa de homicídio na Delegacia de Registro e encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher do município para a continuidade nas investigações.

A dona de casa afirma que chegou a ter um namorado depois do relacionamento com suspeito, mas não conseguiu manter o relacionamento porque ela e o companheiro eram ameaçados com frequência pelo seu ex-marido. “Quando a gente era casado ele também judiava de mim. Eu quero seguir em frente, mas não vou conseguir se ele não permanecer preso, porque continuo sempre com medo”, lamenta.

Marcia relata que as perseguições eram intensas. Certa vez, ela conta que o ex-marido entrou na casa dela sem autorização. Ao acordar, ela o encontrou sentado na ponta da cama dela. Ela trocou as portas de casa para ter mais segurança.

“A marca que ele me deixou no rosto da faca faz eu me sentir muito mal, é uma cicatriz que nunca sairá da minha pele e do meu coração. Quando me olho no espelho e vejo a marca no meu rosto ou olho minhas fotos de antes, fico chorando. Tenho até vergonha de sair na rua assim. Eu preciso que a Justiça mantenha ele preso, que ele pague pelo que fez, só assim vou conseguir viver em paz”, diz.

Em nota, a Prefeitura de Registro informou que a vítima está tendo todo o suporte necessário por parte da Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Municipal de Negócios Jurídicos e Segurança Pública.

Sobre o número de denúncias e a falta de segurança relatada pela vítima, o g1 solicitou nota à Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Já o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que as medidas protetivas variam a cada caso. O descumprimento da medida deve ser avisado ao juiz. A Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (Comesp) é a responsável pela elaboração de materiais de orientação, como Portal da Mulher. A página reúne informações sobre os serviços destinados a vítimas de violência de gênero.

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