Mulher encontra cachorra sumida por conta de som de ‘pum’ em SP; VÍDEO | Santos e Região

Uma professora de inglês de 37 anos reconheceu sua cachorra que havia desaparecido após realizar um comando com som de “pum”, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ao g1, Priscila Maioral explicou que, ao ouvir o barulho, Tsuki começa a lambê-la e beijá-la. Em imagens obtidas pela reportagem, é possível ver a cachorrinha respondendo aos comandos da tutora (veja o vídeo acima).

A professora conta que, durante a pandemia, ela passou a dar aulas online, e Tsuki a acompanhava durante o processo. “Eu não deixava ela aparecer na câmera, então, quando eu falava ‘bye bye, guys’, ela sabia que tinha acabado a aula”.

Priscila explica que a outra cachorra dela, que é maior, conseguiu bater a pata até virar a chave e destravar um dos portões da casa, sem que ela percebesse, enquanto saía com o carro da garagem. “Sempre que saio, olho para trás, mas um carro estava na frente, e não vi o chão. Então, não vi que elas tinham escapado, e as duas fugiram. No dia seguinte, a Sunny voltou”, lembra.

A pinscher Tsuki, que está há quase três anos com Priscila, não retornou junto com a ‘irmã’, o que deixou a professora com crise de ansiedade. “Comecei a chorar, a ter um ataque de ansiedade, procurei de carro, rodamos à pé, andei de bicicleta, ficamos procurando das 18h até a 0h40”.

Priscila ensinou Tsuki a lambê-la ao emitir um som de ‘pum’ com a boca em Praia Grande, SP — Foto: Arquivo Pessoal

Os cinco dias em que Tsuki ficou desaparecida são descritos por Priscila como uma “eternidade”. “Eu estava quebrada, porque ela é meu apoio para tudo. Ela é meu grude, a gente fica junto o tempo todo. Foi muito difícil”.

Priscila fez cartazes e panfletos para distribuir na região da Vila Tupy, bairro onde mora, e até ofereceu uma recompensa de R$ 500 a quem encontrasse Tsuki. “Eu estava muito mal, como tenho depressão, ela é a parte do meu ‘segura aí’. Sem ela, é muito ruim, estava tendo crise de ansiedade”.

A professora conta que muitas pessoas entraram em contato para perguntar se o animal que encontraram era a Tsuki. “Fui em vários lugares para reconhecer, e não era. Cada vez que eu ia, meu coração batia a mil, porque vinha a esperança, e depois que eu ia, parecia um tapa na cara, porque não era”.

Homem que encontrou Tsuki devolveu cachorra para os tutores em Praia Grande, SP — Foto: Arquivo Pessoal

Essa situação durou até que um homem entrou em contato com ela dizendo que estava com a cachorra. “Liguei por vídeo e tinha certeza que era ela. Falei que era estranho, mas pedi para ele fazer um barulho de peido, ele fez, e ela beijou ele”, lembra.

“Comecei a chorar, me joguei no chão para ajoelhar e agradecer a Deus. Comecei a tremer, e ele disse que eu não estava em condições de ir buscá-la, então, ele trouxe ela para mim”, conta.

Segundo Priscila, no momento do reencontro, ela não sabia se chorava ou se sorria. “Só sabia que queria abraçar e não soltar mais. Foi o paraíso”, comemora.

A professora explica que ela e o marido tinham uma brincadeira em que ele pedia um beijo, e ela fazia um barulho de “pum” com a boca. “Aí, ela percebeu, e um dia fiz para ela. Fui lá e dei um beijo no focinho dela, fiz de novo, e na terceira vez que fiz, ela que me lambeu. Aí, comecei a fazer isso para ela me dar beijo”.

Ainda de acordo com Priscila, Tsuki também tem outras habilidades. Quando a tutora simula som de aspirador de pó, por exemplo, ela sai correndo pela casa, porque tem medo do aparelho. “Eu faço esse barulho e ela sai correndo, brincando e querendo que eu vá atrás dela. Ela é muito engraçada”, diz.

“Ela tem personalidade forte. Costumam dizer que ela puxou muito a mim, faz o que quer fazer, e é isso. Ela é teimosa, e às vezes não quer fazer as coisas. Ela tem muito ciúmes de mim, também”, explica.

Priscila, que sofre com ansiedade e depressão, ficou muito mal com desaparecimento da Tsuki, em Praia Grande, SP — Foto: Arquivo Pessoal

A professora afirma, ainda, que considera a cachorra “bilíngue”. “O ‘bye bye, guys’ ela entende e associou com o fim da aula. Como eu não queria que ela aparecesse, ela ficava sentada no meu colo, e ao ouvir a frase, fazia a festa”, lembra.

“Muita gente me disse para desistir, que depois de cinco dias raramente alguém devolve, mas mantive a esperança. Um dia antes de ela voltar, fiquei bem mal, achando que as pessoas tinham razão. Ela veio em um momento muito difícil na minha vida, me ajudou, e sempre me ajuda. Sem ela, eu estava perdida”, explica.

Priscila ofereceu a recompensa de R$ 500 para o homem que devolveu a Tsuki, mas ele não aceitou. “Quando encontrei ela, foi como se tivesse um buraco e tivessem colocado algo nele. A melhor sensação que possa ter na vida. Sei que as pessoas acham estranho falar que pet é filho, mas eles são”, conclui.

Além da Tsuki, Priscila tem mais dois animais de estimação, que também considera como filhos — Foto: Arquivo Pessoal

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