Mulher diz que foi chamada de 'petista de merda' após ser presa por desacato em 'festa da vitória'; polícia investiga



Hélida Duarte, de 48 anos, disse que foi xingada por estar com uma bandeira do PT. A SSP informou que a mulher quase atropelou os militares e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Um deputado estadual enviou um ofício sobre o caso para a Corregedoria da PM. Mulher afirma ter sido agredida física e verbalmente por PM
Uma mulher de 48 anos afirma ter sido agredida por um policial militar e obrigada a urinar dentro de uma viatura ao ser abordada em São Vicente, no litoral de São Paulo. De acordo com Hélida Duarte, ela foi parada em uma blitz, na última segunda-feira (31), e os ataques começaram quando o policial viu uma bandeira do Partido dos Trabalhadores (PT) na cintura dela.
Ao g1, a secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que havia bebida alcóolica dentro do carro da mulher, que avançou o veículo contra os militares e os xingou. Ela foi detida por desacato e desobediência após não acatar a uma ordem de parada dos policiais, sendo interceptada após avançar contra os PMs em um bloqueio.
Já a biomédica relatou ao g1, nesta terça-feira (1), que estava retornando da comemoração do resultado das eleições presidenciais quando foi parada, por volta das 2h15, na Avenida Presidente Wilson. Segundo ela, o carro estava sem o licenciamento e, por isso, precisou descer do veículo.
Policial militar teria sofrido tentativa de atropelamento e foi xingado durante uma blitz em São Vicente
Reprodução/Arquivo pessoal
Nas imagens enviadas por Hélida, é possível ver alguns dos ferimentos que ela afirma que foram causados por um dos militares. Em um vídeo ao qual o g1 teve acesso, é possível ouvir quando o PM fala sobre a tentativa de atropelamento e ela rebate dizendo que foi ofendida.
“Filma aí, filma aí, quase me atropelou”, diz o policial. Em resposta, a mulher fala: “Me chamou de petista de merda. Me dá o meu celular” (veja o vídeo no início da reportagem).
“Eu estava com a bandeira do PT amarrada na cintura. O PM apontou um fuzil na minha cabeça me chamou de ‘petista de merda’ e disse que eu tinha que morrer.. Eu estou toda arrebentada, eles me enfiaram no camburão. Me fizeram urinar dentro do camburão quando eu disse que precisava ir ao banheiro. Eu fiquei toda urinada”, desabafou.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a mulher foi conduzida ao Distrito Policial e, posteriormente, foi fazer exames de corpo de delito.
O caso foi registrado como desobediência, lesão corporal, desacato e injúria. A Polícia Civil investiga os fatos e a PM acompanha.
A conduta dos policias também está sendo alvo de investigação da corporação. O deputado estadual Edmidio de Souza enviou um ofício sobre o caso para a Corregedoria da Polícia Militar, mas ainda não obteve retorno.
Hélida Duarte diz que foi agredida e ofendida após policial ver a bandeira do PT
Arquivo pessoal
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos


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