Motorista vira taxidog para unir paixão por pets e alta demanda por transporte de animais no litoral de SP | Santos e Região

O motorista Jonathan Fonseca, de 29 anos, uniu o amor pelos animais e a profissão ao migrar do transporte de pessoas, por meio de corridas de aplicativo, para o transporte de cachorros e gatos. Ao g1, ele afirmou que a decisão foi tomada há cerca de três anos, após presenciar muitas reclamações dos passageiros de que outros profissionais não aceitavam animais dentro dos carros. Além de trabalhar com o que gosta, ele passou a criar vínculos com os pets.

Fonseca explica que sempre gostou de animais e que, durante as próprias corridas, percebia a quantidade de viagens que fazia onde os passageiros levavam os pets. Ele se deparava com clientes que haviam recebido de cinco a seis negativas de outros motoristas de antes de ele finalmente aceitar a viagem. Tudo isso porque estavam acompanhados de seus pets. “Decidi investir nisso, em Santos também tem muitos animais. Pensei: se tem tantos [pets] deve haver uma demanda”.

A partir dessa ideia, ele começou a entregar cartões em clínicas veterinárias, petshops e para os próprios passageiros. “Criei um perfil no Instagram e no Facebook, mas os próprios clientes já divulgavam sobre o meu trabalho”, contou. Até hoje, a maioria dos viajantes de Jonathan vem de indicações.

Outro ponto que fez o motorista migrar para o ramo do transporte de animais foi a diminuição das jornadas exaustivas. Como motorista de aplicativo, ele fazia dezenas de corridas ao dia. Com as viagens de animais, ele lucra tanto quanto antigamente. Agoa, ele trabalha por conta própria e não está sujeito às taxas dos aplicativos. “Eu acabo fazendo menos coisas ao dia, às vezes, com a mesma carga horária, porém com um desgaste menor”, ressalta.

Jonathan explica que, apesar desse trabalho ser mais prazeroso, é necessária atenção redobrada. Por isso, os bancos traseiros onde os pets são encapados com um tecido. Ele afirma que o carro deve ser constantemente higienizado para evitar qualquer tipo de contaminação. “Nunca se sabe o que cada animal pode ter”.

O motorista de Santos, no litoral de São Paulo, Jonathan Fonseca, de 29 anos, uniu o amor pelos animais e a profissão ao migrar do transporte de pessoas por meio de corridas de aplicativo para o transporte de cachorros e gatos há cerca de três anos — Foto: Reprodução/ Instagram

Relação com os clientes

Segundo Jonathan, o trabalho como taxidog é gratificante, principalmente, porque ele sempre gostou de animais. Além do amor pelos pets, ele passou a construir relações e criar vínculos com os pets.

Um deles foi com um cachorro vira-lata. As tutoras se separaram após a adoção dele, por morarem em cidades diferentes da Baixada Santista. O jeito encontrado foi contratar Jonathan para levar o cão cada hora para a casa de uma delas. “Ele reconhece o meu carro de longe e, se deixar, ele entra sozinho no carro. Sempre vem no banco da frente para me lamber”.

Um dos momentos mais marcantes para Jonathan foi com um cachorro, chamado Chiquinho, que era levado por ele para uma creche de animais três vezes por semana. Com o tempo, o tutor precisou tirar o cachorro do centro de socialização.

Porém, após um ano sem ver Chiquinho, o cão precisou ficar em um hotel para pets e Jonathan foi chamado novamente. “Ele me reconheceu e ficou todo feliz. O animal não esquece de nós, independente de ser o tutor dele ou não”.

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