Motorista de app indenizado após falsa acusação de intoxicação ficou dias sem sair de casa e se sente ‘aliviado’, diz advogado | Santos e Região

O advogado do motorista de aplicativo indenizado em R$ 20 mil por danos morais, após duas passageiras terem divulgado nas redes sociais que o profissional havia intoxicado uma delas dentro do veículo, falou com o g1. Segundo Ricardo Przygoda, o motorista se sente aliviado com a decisão, mas ficou muito abalado com o caso.

O condutor foi acusado de intoxicar uma passageira dentro do veículo em 2021 (confira mais detalhes abaixo). Segundo o advogado, por conta do caso, o motorista teve vários prejuízos como a suspensão da plataforma para trabalhar e o endereço divulgado nas redes sociais, o que foi feito por uma das mulheres que o acusou. “Ele ficou em choque, não saía de casa porque viralizou o endereço dele. Ficou 10 dias sem sair de casa”.

O advogado conta que o motorista é um homem tranquilo e religioso. “Trabalha em uma igreja, pessoa do bem, um senhor de idade, íntegro, nunca teve problema com a Justiça, falou que chorava muito, com medo de ser algum tipo de retaliação na rua”, disse.

Segundo a decisão da juíza Andrea Aparecida Nogueira Amaral Roman, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Santos , o laudo do Instituto de Criminalística (IC) constatou que produto utilizado na viagem era álcool etílico. Ela defendeu que o motorista teve a reputação, dignidade e honra ofendidas por meio de publicações em redes sociais.

Para o advogado, a indenização é uma forma de reparar os danos causados ao motorista de aplicativo. “Talvez até pelo tempo que ele ficou sem trabalhar, mas o abalo psicológico fica. Não tem dinheiro que pague. Em termos financeiros foi bem razoável, dentro do que a gente esperava”.

Ele afirma que o motorista se sente aliviado com a decisão. “Ele ficou dias sem sair de casa e não pode trabalhar, teve um abalo mental. É o provedor da família e passou por dificuldades [financeiras]”.

“As pessoas têm que entender que a internet não é terra de ninguém, a internet tem sua regulamentação, que existem leis que coíbem fake news. Não é a pessoa escrever qualquer coisa, sair falando da vida dos outros e achar que não vai ser responsabilizada”, afirmou Przygoda.

Em novembro de 2021, o motorista conduziu a passageira e ofereceu-lhe álcool com essência de canela para higienizar as mãos. O homem disse que, após iniciar a corrida, a mulher pediu para que ele parasse o veículo, pois precisava ir a uma farmácia. Na sequência, após descer do carro, a mulher tirou fotos do veículo do motorista.

Posteriormente, o motorista soube que a passageira tinha publicado uma foto do veículo e feito um falso alerta nas redes sociais, dizendo que o motorista queria dopá-la. Ele foi à Delegacia da Mulher, e entregou uma amostra do produto para perícia. O laudo do Instituto de Criminalística (IC) constatou que o produto era álcool etílico.

Duas mulheres foram condenadas a indenizar em R$ 20 mil [R$10 mil cada] o motorista de aplicativo por danos morais. A decisão foi da juíza Andrea Aparecida Nogueira Amaral Roman, da 2ª Vara do Juizado Especial Cível de Santos, no litoral de São Paulo. Ela defendeu que o motorista teve a reputação, dignidade e honra ofendidas por meio de publicações em redes sociais que tiveram grande repercussão e resultaram na suspensão das atividades profissionais do homem.

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