Mercado imobiliário da Baixada Santista movimenta R$ 828 milhões



A Baixada Santista continua entre os mercados imobiliários mais importantes do Estado de São Paulo. Porém, o setor registrou queda nos lançamentos no primeiro trimestre de 2026. Os dados fazem parte de uma pesquisa realizada pelo Secovi-SP em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.
O estudo analisou o desempenho de 42 cidades do litoral e interior paulista. A apresentação ocorreu nesta quarta-feira, 27 de maio, durante um webinar com especialistas do setor.
Participaram do encontro Ely Wertheim, Frederico Marcondes Cesar, Celso Petrucci e Marcos Kahtalian.
A região da Baixada Santista inclui cidades como Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Bertioga.
Entre janeiro e março deste ano, a região movimentou R$ 828,9 milhões em Valor Geral Lançado (VGL). Apesar da retração de 39% na comparação com 2025, a Baixada respondeu por 15,7% de todo o VGL registrado nas cidades pesquisadas.
Queda nos lançamentos e estoque elevado
O número de unidades lançadas caiu 26,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Além disso, a comparação com o quarto trimestre de 2025 mostra retração de 47,4%.
Mesmo com a desaceleração, a Baixada Santista acumulou 3.911 unidades lançadas nos últimos 12 meses. Assim, a região manteve participação de 6,2% no total analisado pelo estudo.
Durante a apresentação, Celso Petrucci afirmou que a Baixada Santista possui o maior prazo de escoamento de estoque entre as regiões avaliadas.
Segundo ele, o mercado precisa de cerca de 15 meses para consumir o estoque atual. Hoje, a região possui 5.778 unidades disponíveis.
Especialistas explicam que o perfil do mercado regional influencia esse cenário. A Baixada concentra empreendimentos de médio e alto padrão. Além disso, o setor depende menos do programa Minha Casa, Minha Vida, que costuma registrar vendas mais rápidas.
Renda elevada fortalece o mercado
A pesquisa também destacou o potencial econômico da região. Atualmente, a Baixada Santista representa 3,1% da população paulista e 3,2% dos domicílios do Estado.
Além disso, a renda média regional chega a R$ 7.188,98. O valor está entre os mais altos das regiões pesquisadas.
Intenção de compra segue alta
Mesmo com juros elevados e aumento nos custos da construção civil, o mercado imobiliário mantém força. Segundo os especialistas, a intenção de compra das famílias continua aquecida.
O sócio-fundador da Brain Inteligência Estratégica, Marcos Kahtalian, afirmou que 49% das pessoas entrevistadas demonstraram interesse na compra de imóveis.
Desse total, 22% pretendem comprar um imóvel nos próximos 12 meses. Outros 26% planejam a aquisição em até dois anos.
Kahtalian destacou que a demanda continuará crescendo. Segundo ele, o Brasil deve registrar cerca de 1 milhão de novas famílias em 2026. Além disso, o país pode somar aproximadamente 400 mil separações formalizadas no período.
Metro quadrado segue entre os mais caros
Nos últimos 12 meses, as cidades pesquisadas da Baixada Santista venderam 4.629 unidades habitacionais verticais. Somente no primeiro trimestre de 2026, o mercado comercializou 1.289 unidades.
O valor médio do metro quadrado continua entre os mais altos do Estado. A escassez de terrenos disponíveis influencia diretamente esse cenário. Além disso, o alto custo das fundações pesa no valor final dos imóveis, principalmente em Santos.
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