Manifestantes continuam acampados em frente a unidades militares no litoral de SP, mesmo após decisão de Moraes



Ministro do STF determinou que os acampamentos de militantes sejam desocupados. Participantes estão sujeitos à prisão em flagrante. Polícia Militar realiza operação para dispersar militantes acampados em frente a Fortaleza de Itaipu, em Praia Grande
Praia Grande Mil Grau
Os grupos de manifestantes pró-Bolsonaro continuam acampados em frente a unidades militares da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, mesmo após a o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ter publicado uma decisão, nesta segunda-feira (9), para que esses grupos sejam dissolvidos e deixem as imediações dos Quartéis Generais e outras unidades militares. Em Praia Grande, a Polícia Militar realiza uma operação para dispersar os militantes.
Conforme apurado pelo g1, existem acampamentos montados em frente à Fortaleza de Itaipu, em Praia Grande; ao Forte dos Andradas, em Guarujá e próximos ao 2º Batalhão de Infantaria Leve (2º BIL), em São Vicente.
Segundo a determinação de Moraes, aqueles que permanecerem acampados poderão ser presos em flagrante pela prática dos crimes previstos nos artigos 2ª, 3º, 5º e 6º (atos terroristas, inclusive preparatórios) da Lei nº13.260, de 16 de março de 2016.
Ainda podem ser enquadrados nos artigos 288 (associação criminosa), 359-L (abolição violenta do Estado Democrático de Direito) e 359-M (golpe de Estado), 147 (ameaça), 147-A, § 1º, III (perseguição), 286 (incitação ao crime).
Grupo de manifestantes está reunido em frente ao Forte dos Andradas, em Guarujá
Reprodução redes sociais
Em São Vicente, segundo a prefeitura, há poucos manifestantes, sem atos de vandalismo. A secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) afirmou que o trânsito segue normalmente nos dois sentidos da Avenida Antônio Emmerich, no bairro Jardim Guassu, onde fica a sede do 2º BIL.
Na Fortaleza de Itaipu, conforme informações obtidas junto à Polícia Militar, agentes realizam uma operação para retirar as barracas dos manifestantes. Em Guarujá, também de acordo com a PM, os manifestantes permanecem no local.
Segundo o secretário estadual de Segurança Pública de Estado de São Paulo (SSP-SP), Guilherme Derrite, as dispersões serão realizadas através do diálogo, informando os manifestantes de que existe uma ordem judicial de desmobilização dos acampamentos.
“Temos 24 horas para que a ordem seja cumprida, e ela será cumprida com a maior tranquilidade possível, por ter a certeza que os manifestantes aqui de São Paulo estão realizando as manifestações de forma pacífica”, disse em entrevista coletiva.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos


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