Mais de 500 servidores municipais da Saúde estão afastados por Covid ou síndrome gripal na Baixada Santista | Mais Saúde

Mais de 500 servidores municipais da Saúde estão afastados devido à Covid-19 ou síndrome gripal em oito cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo. Segundo levantamento feito pelo g1, esses municípios somam 11 mil profissionais da categoria. Os dados não incluem Guarujá, que não informou a quantidade de afastamentos no município.

Em Itanhaém, são 997 funcionários na Secretaria de Saúde. Destes, 116 estão afastados, ou seja, 11,6%. Em nota, a prefeitura informou que os afastamentos estão gerando aumento de demanda nas unidades, e que, mediante o número de afastamentos, é necessário o remanejamento. Até o momento, não houve interrupção do atendimento por falta de funcionários.

São Vicente tem 2.036 funcionários que trabalham em unidades de Saúde da Atenção Básica, Atenção Especializada, Atenção Hospitalar de Urgência e Emergência, Assistência Farmacêutica e Vigilância em Saúde. Destes, 138 estão afastados com sintomas gripais, o que representa 6,7%.

Em nota, a Secretaria de Saúde (Sesau) esclareceu que está acompanhando diariamente as escalas dos servidores que atuam no atendimento à população, e deslocando, quando necessário, funcionários para a cobertura das equipes, e que, até o momento, não houve fechamento de qualquer serviço de Saúde por falta de funcionários.

Cubatão possui, ao todo, 195 servidores municipais na Saúde. Destes, 11 estão afastados, ou seja, 5,6%. Em nota, a prefeitura afirma que as equipes do Pronto Socorro Central, PS Infantil e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são formadas por 140 servidores de enfermagem, médicos, odontologistas e administrativos, dos quais seis encontram-se afastados. Entre os 155 colaboradores do Instituto Alpha que atuam nessas unidades, cinco estão afastados.

A Secretaria de Saúde de Santos é composta por 3,5 mil servidores, além dos profissionais que atuam nas unidades sob gestão compartilhada com organizações sociais. Na rede de Atenção Básica, formada por 32 policlínicas, atuam 980 servidores, sendo que 70 deles estão afastados. Na rede pré-hospitalar e hospitalar, são 779 servidores, 55 deles afastados.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste, o quadro é formado por 176 profissionais, sendo que 11 estão afastados. No Complexo Hospitalar dos Estivadores, onde atuam 703 profissionais, há 33 afastamentos.

Dessa forma, dos 3.500 profissionais da área, Santos tem 169 afastamentos, o que representa 4,82%. Segundo a administração municipal, para cobrir os afastados, são feitos remanejamentos dos servidores e contratações temporárias, quando há disponibilidade de profissionais no mercado.

A prefeitura frisa que não houve alteração ou interrupção do funcionamento das unidades e serviços de Saúde da rede municipal, e que para atender à demanda, houve reforço nas equipes, com a criação dos centros de triagem das três UPAs (Central, Leste e Zona Noroeste) e no Clube Atlético Santista (Aparecida), este último voltado a desafogar as policlínicas da região da orla.

Ao todo, Bertioga tem 539 servidores municipais na área da Saúde. Destes, 18 estão afastados por Covid-19 ou síndrome gripal, representando 3,3%. São 398 colaboradores atuando no Hospital Municipal e no Samu, sendo que 11 estão afastados, oito deles por Covid-19 e três por Influenza. Na rede básica, de 88 funcionários, quatro testaram positivo para a Covid-19. Na Diretoria de Vigilância à Saúde, de 53 servidores, há três casos positivos até o momento.

A Secretaria de Saúde de Bertioga destaca que houve remanejamento para a cobertura desses profissionais, a fim de não prejudicar os atendimentos, e não houve a necessidade de fechamento de nenhuma unidade.

Mongaguá possui cerca de 650 funcionários na Saúde, sendo que 18 estão afastados, ou seja, 2,7%. A prefeitura informa que as escalas são trabalhadas de acordo com a demanda, e que, com a ausência, outro profissional é convidado a realizar plantão extra de cobertura.

Em Peruíbe, são 683 profissionais na área, sendo que dez estão afastados – sete por Covid-19 e três por gripe, representando 1,4%. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que tem absorvido os contratados nas escalas contendo servidores afastados e realizando remanejamento interno da escala.

Em Praia Grande, dos 2.400 servidores da Saúde, 23 estão afastados por síndromes gripais, ou seja, 0,95%. Até o momento, os afastamentos não ocasionaram prejuízo ao atendimento dos moradores, segundo a prefeitura.

Guarujá informou que a Secretaria Municipal de Saúde é composta por 2.072 servidores públicos, e que há casos de afastamento por causa das doenças mencionadas, mas não informou a quantidade de profissionais afastados. Assim, o g1 não incluiu o município nos dados.

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