Mãe que implorou por vacina após filha morrer de Covid-19 celebra inclusão de crianças na imunização | Santos e Região

A vendedora, que mora em Guarujá, no litoral de São Paulo, acredita que a filha pegou o vírus em uma ida à escola, e segundo ela, a menina não tinha qualquer diagnóstico de comorbidade e estava saudável. O único fator que poderia ter contribuído, conforme os médicos teriam explicado à mãe, é que a menina era “gordinha”.

Conforme relatou a mãe, elas procuraram atendimento médico após a Ana apresentar um inchaço na boca, que a mãe acreditava que poderia ser por causa da um dente mole que caiu, e depois febre. O pediatra desconfiou de dengue e assim ela tratou. “Ela ficou com uma tosse muito estranha, levei ela no médico, que falou que poderia ser suspeita de Covid-19”. Depois disso, a filha foi internada por um mês, mas não resistiu após ter um infecção, em decorrência do vírus.

Segundo a vendedora, as duas já planejavam o momento de ir tomar a tão sonhada vacina, mas, infelizmente, o imunizante não chegou a tempo de salvar pequena Ana. No entanto, mesmo diante da dor de perder a filha, Valkiria consegue celebrar que logo outras crianças poderão receber a dose da vacina, e então, se proteger do vírus que tirou a vida de milhares de brasileiros.

Após morte da filha, Valkíria desabafou ao g1 e disse que precisam liberar a vacina contra Covid-19 para as crianças — Foto: Arquivo Pessoal

“O que eu estou sentindo não quero que nenhuma mãe sinta. Eu fiquei muito feliz [com a vacina]. Essa vacina vai chegar e resolver os casos de muitas crianças, né? A Ana tem primos da mesma idade dela, e eu tenho afilhados também. Eu creio que essa vacina vai salvar muitas famílias,”, diz.

Valkiria diz que muitas mães a procuram para saber se, de fato, a filha dela morreu em decorrência da Covid-19. Ele busca sempre explicar e frisar a importância da vacinação para a prevenção de uma possível complicação com a doença, como ocorreu com a Ana.

“Eu torço para que as mães tenham consciência, porque tem muita mãe que eu converso que não quer vacinar as crianças. Como nós estamos protegidos, as crianças também tem que estar”, explica.

Menina morreu devido a complicações da Covid-19 — Foto: Arquivo pessoal

Para ela, ainda fica o sentimento de que a filha poderia ter sido salva, caso a inclusão das crianças tivessem ocorrido há alguns meses. “Chorei muito, porque eu sempre brincava que em casa só faltava a Ana e, dizia que assim que tivesse, ia levá-la. Por um lado fiquei triste porque ela não pode tomar a vacina, mas estou aliviada por outras mães”, finaliza.

Como vai ser a vacinação?

3,7 milhões de doses ainda em janeiro

O Brasil tem cerca de 20,5 milhões de crianças na faixa etária entre 5 e 11 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Na quarta, o Ministério da Saúde informou que encomendou mais de 20 milhões de vacinas pediátricas da Pfizer, quantidade suficiente apenas para a primeira dose.

De acordo com a pasta, serão entregues 3,7 milhões de doses pediátricas no próximo dia 13. A distribuição do imunizante aos estados começará a ser feita no dia 14, se o cronograma for cumprido.

O Ministério não informou, no entanto, a data de início da aplicação das doses.

Menina de 8 anos recebe vacina da Pfizer contra a Covid-19 em hospital dos EUA — Foto: Joseph Prezioso / AFP

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