Jovem morre ao levar tiro em SP após ouvir barulho e ir até a varanda checar | Santos e Região

A jovem Samara Maria da Silva, de 22 anos, morreu após ser atingida por uma bala perdida enquanto estava na varanda da casa da sogra, no Morro do Pacheco, em Santos, no litoral de São Paulo. De acordo com o marido da vítima, ela foi ao espaço após ouvir um barulho parecido com o de fogos de artifício, e no mesmo momento acabou sendo baleada.

Ao g1, nesta segunda-feira (22), o marido da vítima, que prefere não se identificar, relata que ele e a esposa também moram no Morro do Pacheco, mas que no momento do ocorrido, estavam na casa da mãe dele após o almoço do último domingo (21).

“Era domingo, no morro, e sempre tem festa, então parecia barulho de fogos. Quando ela foi sair eu ainda falei ‘não sai amor’. E ela disse, ‘vou só dar uma espiada’. Eu fiquei dentro de casa, aí eu cheguei bem na porta e escutei um barulho mais forte. Nessa hora o cabelo dela voou para o alto, e no fundo eu senti que algo tinha acontecido. Ela caiu, eu fui e segurei ela nos braços, mas ela só falou ‘aí amor’ e depois não disse mais nada”, diz.

Em nota, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informa que foi acionado. Ao chegar no local, o corpo da vítima já tinha sido removido por meios próprios. A vítima foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central, mas já havia entrado em óbito.

Segundo o marido, a população ajudou a levá-la até a parte de baixo do morro, e, chegando lá, o dono de uma padaria ajudou a família, levando a vítima de carro até a UPA. Porém, no local, o médico informou que ela havia morrido.

O esposo relata que Samara foi atingida na região do peito e que não foi possível ver de onde veio o disparo. A vítima trabalhava em um restaurante no Centro da cidade. “Eu ainda tentei salvar ela, fiz respiração boca a boca, tudo que eu podia. Ela estava quente, demorou para esfriar”, lamentou.

De acordo com a Polícia Militar, as equipes foram acionadas à UPA e o caso foi encaminhado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, onde foi registrado pela Polícia Civil. Investigações prosseguem para identificar o responsável pelo disparo.

“Eu creio em Deus, tenho muita fé, e sei que algum dia ainda vou reencontrar ela. Eu sei que ela foi uma pessoa feliz. Estávamos juntos há dois anos e foram os melhores anos da minha vida. Uma mulher igual, eu jamais vou encontrar. O que me conforta nesse momento é Deus”, finaliza.

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