Idosa aguarda vaga em UTI há mais de 15 dias após sofrer o 5º AVC no litoral de SP | Mais Saúde

Uma idosa de 69 anos espera por uma vaga para ser transferida a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há mais de 15 dias, em Bertioga, no litoral de São Paulo. Maria das Graças Ferreira sofreu o 5º Acidente Vascular Cerebral (AVC), desta vez do tipo isquêmico. Ela aguarda na sala de estabilização do Hospital Municipal, enquanto sua vez na fila da Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross) não chega.

Conforme familiares, antes de ser internada, Maria passou mal por dois dias seguidos, apresentando vômitos e tremores. Nos dias 20 e 21 de dezembro, ela procurou o atendimento de urgência, foi medicada e liberada para retornar para casa. No dia 22, foi novamente atendida no pronto-socorro, porém, desta vez, ficou internada.

Ana Simplicio, de 45 anos, uma das filhas de Maria, acompanhou a mãe. “Pedi para ver minha mãe, que estava na sala de emergência. Quando cheguei lá, ela estava com a mão fechada, paralisada e com a fala enrolada”, conta. Ana afirma que a mãe teve um AVC e pedia para não ficar intubada.

Ela conta que, quando Maria chegou ao pronto-socorro, ainda falava. Porém, depois que foi transferida para um quarto, já não conversava mais e nem reconhecia as filhas.

Além do AVC, Maria também contraiu a bactéria Candidise tropicalli, um dos agentes causadores da candidíase. A idosa chegou a ficar em isolamento e está tomando medicações para aliviar as dores e combater a bactéria. Segundo Ana, o médico disse que a idosa precisa ser transferida para a UTI para o acompanhamento de um neurologista, de forma urgente.

Hospital Municipal de Bertioga, SP — Foto: Reprodução/TV Tribuna

“Os médicos disseram que ela tem que fazer uma nova tomografia, para saber o grau da lesão causada no cérebro. Estamos à espera de uma vaga, pois o Hospital de Bertioga não tem UTI nem o suporte necessário para atender minha mãe. Não tem um médico neurologista diariamente para avaliar essa lesão causada no cérebro”, relata.

Segundo Ana, outros pacientes que aguardavam na fila do sistema para serem transferidos para uma UTI já conseguiram vaga. Algum tempo após a mãe ser inserida na fila de espera da Cross, a família foi notificada pela administração do Hospital de Bertioga que uma vaga havia sido liberada.

“Eu e minha irmã nos aprontamos e seguimos até o hospital. Aguardamos lá das 10h30 às 18h40, quando nos informaram de que não tinham conhecimento de vaga alguma”, disse Ana.

A filha da idosa ainda afirma que a direção do hospital se negou a conversar com ela. Ana e outros familiares já tentaram acionar políticos da cidade, e também pediram ajuda nas redes sociais, mas ainda não conseguiram uma vaga para Maria.

Por meio de nota, o Hospital Municipal de Bertioga, sob gestão do Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), informou que a paciente vem sendo acompanhada pela equipe multidisciplinar da unidade, em tempo integral, desde sua internação, no dia 23 de dezembro. Por exigir procedimentos e exames de alta complexidade, a unidade solicita, desde o dia 26 de dezembro, transferência para uma unidade terciária, por meio da Central de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde.

A Secretaria de Saúde de Bertioga informou que o município não tem medido esforços junto à Cross para que disponibilizem uma vaga para a paciente. Destaca, ainda, que o contato com a Central de Regulação é diário. Nesse período, a paciente segue sendo acompanhada pela equipe do hospital, que permanece à disposição da família para prestar quaisquer outros esclarecimentos em relação ao atendimento.

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