Funcionários da CET Santos deflagram greve e paralisam atividades por falta de reajuste salarial | Santos e Região

Os funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos, no litoral de São Paulo, entraram em greve às 23h desta segunda-feira (18). A categoria reivindica reajuste salarial e de benefícios. Os funcionários passaram a manhã desta terça-feira (19) em frente à sede da companhia, com apoio do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Viário e Urbano do Estado de São Paulo (Sindviários).

Segundo o Sindviários, os funcionários estão desde 2019 sem reajuste salarial, por conta da pandemia. O diretor de Comunicação do sindicato, Milton Santos Salgado, afirma que o reajuste salarial deve ser contabilizado de 1º de maio de 2019 a 30 de abril de 2020, com reajuste de 2,88%, a partir de maio de 2020; e um reajuste salarial de 1º de maio de 2020 a 30 de abril de 2021, de 9,06%, a partir de maio de 2021.

“Durante a pandemia, ficamos por dois anos sem poder nos reunir em assembleia e negociar com a empresa. Quando o decreto que proibia a aglomeração foi encerrado, entregamos nossa pauta de negociação para reajuste, e fomos desprezados”, diz Salgado.

O sindicalista afirma que, nesse período de pandemia, os antigos representantes da CET assinaram o ofício da data base, reconhecendo que tudo o que fosse negociado seria pago retroativamente. “O presidente da companhia não quer honrar o que ele assinou, mandando os trabalhadores esquecerem a inflação que ocorreu durante dois anos, como se a gente não tivesse famílias”.

Segundo Salgado, foram mais de oito ofícios pedindo reuniões. Desde segunda à noite, nenhum trabalhador entrou na sede da CET Santos. “Desmarcaram várias reuniões e apresentaram uma proposta fora da realidade inflacionária do país”.

A categoria, então, recusou a proposta da companhia, que teria diminuído ainda mais os valores oferecidos. “A empresa oferece 0% de reajuste salarial em relação a 2020 e 2021 no salário dos funcionários. Eles querem dar um abono menor que a inflação, e sem direito a retroativo destes dois anos”.

Na última quarta-feira (13), foi votada a paralisação durante assembleia, e desde esta segunda-feira, às 23h, os funcionários suspenderam as atividades. “Quase todos os funcionários aderiram à greve, e agora a sede se encontra vazia”.

Funcionários da CET Santos deflagraram greve e paralisaram atividades por falta de reajuste salarial — Foto: Divulgação/Sindviários

Segundo Salgado, o reajuste total seria de 10,06%, conforme calculado em fevereiro deste ano, referente aos três anos sem aumento, além de reajustes nos benefícios, como o adicional de permanência por ano de serviço na companhia, que passaria a ser de R$ 27,78, e cesta básica de R$ 600.

O sindicato reitera que a empresa quer dar zero de aumento salarial e nos benefícios do Vale Refeição, Vale Alimentação e Auxílio Creche, oferecendo um abono de 2,46% para 2020 e 2021, e um de 3% sob o valor corrigido.

“O que estamos vivendo é uma política de intransigência da empresa. Durante a pandemia, os trabalhadores não pararam um minuto. Assinaram dois ofícios garantindo a nossa data base, e o presidente da companhia não quer honrar o que ele assinou”, conclui Salgado.

Em nota, a CET Santos informou que está negociando o Acordo Coletivo de Trabalho com o sindicato da categoria.

Afirma, ainda, que a proposta de reajuste apresentada para este ano é a mesma acordada pela prefeitura, ou seja, 10,06% sobre salários e demais benefícios. Os índices retroativos aos dois últimos anos seguem em negociação.

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