Filha de idoso morto por atirador no litoral de SP lamenta a morte do pai: ‘lugar errado, na hora errada’ | Santos e Região

De acordo com informações apuradas pelo g1, Thaynã Higor estava aguardando um transporte quando foi abordado pelo criminoso, por volta das 23h, em frente ao restaurante Katsuya, localizado na avenida Marechal Mallet. O homem atirou nele, que morreu no local. Um vídeo obtido pelo g1 mostra toda a ação (assista abaixo).

Homem mata duas pessoas à queima roupa em restaurante e tenta fugir em Praia Grande, SP

Homem mata duas pessoas à queima roupa em restaurante e tenta fugir em Praia Grande, SP

Depois, o atirador entrou no estabelecimento, atirou e matou Walter Ramos Filho. Em seguida, o homem fugiu. Ele foi perseguido por moradores, entrou em uma pizzaria e fez reféns, mas acabou sendo preso. O caso segue sendo investigado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Praia Grande, o Walter chegou a ser atendido pelo Serviço de Atendimento de Emergência (SAMU) e encaminhado em estado grave para o Hospital Municipal Irmã Dulce. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quinta-feira.

Fernanda Ramos falou sobre a morte do pai, vítima de um atirador em um restaurante em Praia Grande — Foto: Reprodução

Em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, a filha do idoso, Fernanda Ramos, contou que o pai morava sozinho no litoral paulista. “Eu e minha irmã moramos em São Paulo. Ele tem um escritório lá, mas morava aqui. Meu pai estava sozinho jantando e permaneceu dessa forma”, conta ela.

Fernanda disse ainda que agora é preciso resolver as questões burocráticas. “Eu espero paz. Eu sei que a resposta nesse momento seria Justiça, mas eu confesso que não estou preocupada com isso. Eu quero ter um tempo para refletir tudo isso. Nada vai trazer meu pai de volta”, disse ela.

A filha da vítima disse que nem a família e nem os amigos sabem quem é o homem que atirou no pai dela. “Eu acho que ele [meu pai] estava no lugar errado, na hora errada. Ou era pra acontecer, a gente nunca sabe. Mas, agora eu quero paz”.

Ela ainda falou sobre as lembranças que ela tem do pai. “Meu pai era uma pessoa extremamente alegre. A risada dele vai ficar marcada pra todo mundo. Ele era bem quisto por todos. A imagem que fica para gente será dele rindo”, disse Fernanda.

Vítima de atirador que invadiu restaurante japonês, em Praia Grande, SP — Foto: Arquivo Pessoal- redes sociais

Além de Walter, o tricampeão mundial pela Confederação Brasileira Paradesportiva de Jiu-Jitsu (CBPJJ), Thaynã Higor, de 25 anos, foi morto a tiros pelo mesmo homem em frente ao restaurante em Praia Grande. O paratleta foi a primeira vítima do atirador.

Thaynã tinha uma lesão no plexo braquial, que limitava os movimentos e a desenvoltura muscular do braço esquerdo, por conta de um erro médico durante o seu parto. A limitação, porém, foi superada pelo talento e a força de vontade do lutador, que sonhava com o crescimento da modalidade.

O atleta começou a treinar jiu-jitsu em 2010. Mesmo com a oficialização de alguns torneios para pessoas com deficiência, ele não deixou de lutar os torneios convencionais, para pessoas sem deficiência.

Os campeonatos para a categoria dele no Brasil começaram em 2014. Ele foi tricampeão brasileiro e mundial nos campeonatos organizados pela Confederação Brasileira Paradesportiva de Jiu-Jitsu (CBPJJ). Em 2018, ele sagrou-se bicampeão do Abu Dhabi World Festival ParaJiu Jitsu, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Thayná conquistou o bicampeonato mundial em Abu Dhabi em abril de 2018 — Foto: Arquivo Pessoal

VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos


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