Família desalojada após incêndio em comércio no litoral de SP diz não ter suporte para voltar à vida normal | Santos e Região

Uma família que ficou desalojada após o incêndio das Lojas Marisa de São Vicente, no litoral de São Paulo, alega que a rede “não tomou providências” para que retornassem para casa, que foi interditada e ficou impossibilitada de ser habitada. A empreendedora Isadora Marques, de 32 anos, afirma estar endividada e impossibilitada de retornar para a vida “normal”.

As Lojas Marisa informou, em nota, que tem oferecido o suporte necessário às famílias afetadas e que o imóvel em questão já tem condição de ser ocupado, pois, em vistoria feita com a prefeitura não forma detectados danos estruturais. (leia a resposta ao final)

A mulher explica que não pode voltar para o imóvel onde moram de aluguel. Segundo ela, a casa segue interditada desde 14 de julho, e o proprietário exigiu que o local fosse reformado, mas a família não tem condições para fazer os reparos. Isadora garante que busca outra casa para morar, mas também precisa retirar os pertences que ficaram no apartamento.

Isadora explica que, desde o incidente, não consegue trabalhar direito no salão de beleza dela, nem recebe assistência para o tratamento médico das crianças que, de acordo com ela, tiveram sequelas por terem inalado muita fumaça. “Estou de mãos atadas. Não consigo retornar para casa”.

Ela, o marido Marcos Vinicius Arizi e os três filhos do casal passaram cerca de 20 dias alojados em um hotel da cidade. Na última quinta-feira (4), a família foi obrigada a sair do local, já que, segundo ela, não havia mais quartos disponíveis para eles.

A empresária afirma que uma representante das Lojas Marisa foi até o hotel e os levou até outra hospedagem.

“Estou cansada de ser jogada de um lado para o outro e não resolvem a minha vida”, desabafa.

As crianças da família tiveram que ir ao Hospital Municipal da cidade após inalarem fumaça — Foto: Arquivo Pessoal

Isadora afirma não ter conseguido trabalhar durante esse período em que esteve abrigada, pois precisava cuidar dos filhos, que tiveram “feridas internas” por inalarem fumaça. Por causa desse tempo sem trabalhar, ela diz estar “afundando em dívidas”.

Isadora afirma que no dia 14 de julho saiu para trabalhar e deixou o marido e os três filhos, de nove, seis e um ano em casa.

Ela soube do incêndio por volta de 15h30, quando um conhecido lhe disse para voltar para o apartamento dizendo que a família dela poderia “morrer queimada”. “Quando cheguei lá coloquei a chave para abrir a porta e ela quebrou dentro do miolo”, conta.

Unidade da Lojas Marisa em São Vicente, no litoral de São Paulo, foi atingida por incêndio nesta quinta-feira (14) — Foto: Alexsander Ferraz/A Tribuna

O marido Marcos Vinicius Arizi, de 33 anos, afirmou que estava dormindo com as crianças, quando foi avisado pelo filho mais velho de que poderia ter esquecido algo no fogo, já que a casa estava cheirando a “queimado”.

“A casa já estava está cheia de fumaça meu e não tinha nada no fogão”. Ele conta que um conhecido chegou a tentar arrombar a porta, mas não conseguiu e, então, Marcos pediu a ele que fosse avisar Isadora, que estava no trabalho.

A empreendedora explicou que precisou chamar um chaveiro para conseguir tirar a família de dentro da casa. A família foi socorrida e, logo em seguida, foi encaminhada para o hotel, onde permaneceram por volta de 20 dias.

Isadora afirma que as crianças ficaram com sequelas após inalarem a fumaça, como crises respiratórias, desmaios e convulsões. Segundo ela, a família segue em tratamento no Hospital Municipal da cidade.

Segundo Isadora, a porta do apartamento precisou ser arrombada durante incêndio em loja de roupas em São Vicente. — Foto: Arquivo Pessoal

Segundo a rede, a empresa tem oferecido suporte às famílias afetadas e tentado viabilizar o retorno dos moradores para o apartamento. A Lojas Marisa ressaltou que o imóvel está em condições de recebê-los e não precisa de reforma.

A empresa afirmou que uma vistoria foi feita no local pela equipe de engenharia da Companhia e da Prefeitura de São Vicente, onde foi identificado que não houve danos estruturais no imóvel. “A marca vem, insistentemente ao longo das últimas duas semanas, tentando contatar a família para efetuar a higienização do local, mas as ligações não são atendidas”, afirmou.

A Companhia ainda informou que desde o dia do incidente foi disponibilizado apoio profissional para garantir o bem-estar e saúde de todos e estadia com refeições inclusas durante o prazo de 22 dias em um hotel da região.

Segundo a empresa, foram entregues peças de vestuário de acordo com tamanhos e quantidades indicadas por eles. “Seguimos à disposição para auxiliar em um retorno seguro ao lar, assim como prestar toda assistência necessária, e seguimos aguardando a resposta do contato com a família para oferecer todo o auxílio no retorno para imóvel”, finalizou.

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