Exposição em Santos explora conexão entre Brasil, China e o café

O aroma do café ganha novas camadas de significado no Centro Histórico com a exposição Ouro Negro e o Dragão, da artista plástica Camila Arruda, aberta até 13 de setembro no Museu do Café (Rua Quinze de Novembro, 95 – Centro).

Sendo assim, a mostra convida o público a explorar, de forma sensível e contemporânea, as conexões entre o Brasil e a China a partir do grão que ajudou a moldar a história econômica e cultural do País.

Com 15 obras inéditas, reúne pinturas, esculturas, instalações e vídeos que investigam o crescimento da China como potencial importador do café brasileiro. A proposta vai além do comércio e mergulha em aspectos simbólicos e filosóficos, trazendo referências como o Dao e o Yin-Yang para refletir sobre novas formas de consumo e circulação.

Entre os destaques está um imponente dragão de aproximadamente quatro metros de comprimento, inspirado nas tradicionais pipas tridimensionais de Weifang, que chama a atenção já na entrada.

Desse modo, a escultura Sopro também se sobressai, assim como trabalhos que utilizam tintas naturais produzidas com café e chá verde, aplicadas sobre superfícies com caulim e intervenções em ouro, elementos que reforçam o café como símbolo de transformação, valor e prestígio.

Além disso, a exposição cria um diálogo entre tradição e contemporaneidade, conectando culturas distintas em um espaço que por si só carrega a memória desse importante ciclo econômico.

Sendo assim, o museu abre de terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h.

Ingressos: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia).

Aos sábados, a entrada é gratuita (bilheteria fecha às 17h).

 

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