Entregador é preso após aceitar convite para estupro coletivo ao deixar comida no litoral de SP | Santos e Região

Um entregador preso por suspeita de ter participado do estupro coletivo de uma jovem de 24 anos teria abusado da vítima após deixar um pedido na casa, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, a convite dos demais suspeitos, segundo a polícia. Ele foi um dos quatro presos por participação no crime. O entregador negou, mas foi detido após ser identificado pela vítima.

O crime ocorreu no dia 24 de outubro. Equipes da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade cumpriram, com apoio de policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE), mandados de prisão temporária contra os suspeitos. As investigações foram chefiadas pela delegada titular da especializada, Lyvia Bonella.

“Os abusadores pediram comida por aplicativo, e veio um motoboy entregar. Ele foi convidado a participar dos atos abusivos que a vítima estava sofrendo. E ele, segundo três presos, foi lá e participou, e a vítima o reconheceu”, explicou a delegada em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Rede Globo.

Mandados de prisão temporária foram cumpridos nesta quinta em Praia Grande, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil

De cinco suspeitos, três confessaram que mantiveram relações sexuais com a vítima, mas alegaram que foi consentido, e que ela estava embriagada. Um dos suspeitos, o entregador, negou participação, e o quinto não consumou a relação. Entretanto, a prisão foi realizada, após a vítima reconhecê-los. A polícia reiterou que, em casos em que a pessoa está embriagada, não há condições de consentir, por isso, ela é considerada vulnerável.

Com os mandados de prisão temporária, a equipe da DDM de Praia Grande prendeu, com apoio do GOE, quatro suspeitos – os três que confessaram e o entregador. O primeiro, de 37 anos, foi capturado na residência, na Rua Rubens Ferreira Martins, no bairro Guilhermina. O segundo, de 30, no cruzamento da Avenida Roberto de Almeida Vinhas com a Rua El Salvador, também no bairro Guilhermina.

Os outros dois jovens, de 19 e 20 anos, foram presos na Rua Engenheiro Antônio Lotufo, no bairro Tude Bastos, e na Rua 23 de Maio, no bairro Nova Mirim, respectivamente. Três celulares foram apreendidos. Segundo a polícia, no último endereço as equipes também capturaram uma mulher de 22 anos que estava no imóvel. Em consulta, ela constava como procurada da Justiça pela prática de um roubo em 2018.

Os quatro suspeitos respondem por estupro de vulnerável, com aumento de pena pelo fato de ter sido coletivo.

Equipes do GOE atuaram na prisão dos suspeitos de estupro coletivo em Praia Grande, SP — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O crime aconteceu no dia 24 de outubro, quando a jovem se encontrou com algumas pessoas em uma praia da cidade. Ela saiu com elas até uma adega, onde comprou diversas bebidas alcoólicas. Um dos homens que estavam no local as chamou para irem à casa dele.

A vítima conheceu um rapaz e, já na residência, teria subido para o andar superior para manter relações sexuais com ele, que não consumou o ato. Entretanto, os suspeitos teriam subido, entrado no quarto e estuprado a vítima. A jovem foi retirada do local por um dos rapazes, e depois foi para o Hospital Municipal de Praia Grande, onde recebeu os primeiros atendimentos.

A polícia foi acionada para o registro de boletim de ocorrência de estupro de vulnerável. Em depoimento, ela informou que não lembra muito do que aconteceu, devido à embriaguez, porém, explicou que viu o momento em que mais homens subiram e a violentaram. Policiais passaram a investigar e a levaram até a casa onde o crime teria acontecido. A vítima reconheceu o local e viu um dos suspeitos.

Com a investigação, a polícia localizou os outros e deu início às investigações, que resultaram na prisão de quatro dos suspeitos. A roupa da vítima foi encaminhada para o Instituto de Criminalística (IC), e ela fez exames no Instituto Médico Legal (IML), que ajudarão na investigação. O caso foi registrado no plantão do 1º Distrito Policial da cidade, e depois encaminhado para a DDM.

Caso foi investigado por equipes da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande, SP — Foto: Divulgação/Governo de SP

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