Entre 24 e 28 de novembro de 2021, o Sesc SP realiza a Ocupação Mirada 2021 | Especial Publicitário – Sesc Santos

Um importante evento da área de Artes Cênicas acontece de 24 a 28 de novembro: a Ocupação Mirada. Realizado pelo Sesc SP, são diversos espetáculos na programação, dois deles com plateia presencial: Sem Palavras, autoria de Marcio Abreu, com a companhia brasileira de teatro (com sessões dias 24 e 25 de novembro, no teatro do Sesc Santos); e Sueño, de Newton Moreno, uma livre adaptação de “Sonho de uma Noite de Verão”, de Shakespeare, será encenada no Centro Esportivo e Recreativo Rebouças, nos dias 26 e 27 de novembro, em um espaço ao ar livre preparado especialmente para receber a peça.

A venda de ingressos já está aberta em www.sescsp.org.br/mirada e na bilheteria do Sesc Santos (R. Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida), de terça a sexta, das 9h às 21h e sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h. Os valores são R$ 40 (inteira) e R$ 20 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante). Há limite de venda de 2 a 4 ingressos por pessoa.

Sem Palavras — Foto: Foto Nana Moraes

Além dos espetáculos presenciais, haverá várias atrações em formato digital, entre estreias e obras inéditas no Brasil, caso do novo espetáculo d’Aquela Cia (Chega de Saudade!) e Trauma, de Alexandre Dal Farra e Patrícia Portella. E a participação de produções de Portugal, Chile, México e Peru. Elas poderão ser assistidas pelas plataformas digitais do Sesc, no YouTube @sescsp (youtube.com/sescsp) e @sescemsantos (youtube.com/sescemsantos), Instagram @SescAoVivo (instagram.com/sescaovivo) e dos portais Sesc Digital (sesc.digital) e Plataforma TePI (tepi.digital).

Entre os estrangeiros, destaque para Aurora Negra, de Portugal, que reúne três autoras mulheres para tratar do lugar e da presença do corpo negro na cena artística europeia.

Aurora Negra — Foto: Foto Lipe Ferreira

Duas obras ligadas ao fazer teatral dos povos originários e que estabelecem relação com o lançamento da plataforma TePi, que ocorrerá durante a Ocupação, no dia 26, e reúne a produção teatral baseada no Festival Teatro e os Povos Indígenas, Encontros de Resistência, liderada pela diretora artística Andreia Duarte, em parceria e co-curadoria com o ambientalista e filósofo Ailton Krenak. São elas: Ino Moxo, do Grupo Íntegro, do Peru – que trata de uma aventura pela Amazônia em busca de um lendário xamã da ayahuasca – e Trewa, do KIMVN Teatro, teatro documental das raízes do povo Mapuche do Chile.

Estão ainda na programação a peruana Preludio – Ficciones del Silencio, concebida pela atriz e diretora peruana Diana Daf Collazos; La segunda vida de un Dragón, do chileno Guillermo Calderón; e La Casa de tu Alma, do México, com direção de Conchi León para a Saas’Tun Teatro.

O Monstro da Porta da Frente, d’A Digna Coletivo Teatral, tem direção de Kiko Marques, e pinça gêneros cinematográficos e trilhas sonoras icônicas para homenagear o cinema – tanto a sétima arte quanto as próprias salas de projeção. Voltado para o público infantil, o espetáculo adentra os cinemas de bairro, ponto de encontro e diversão da comunidade, em vias de desaparecimento.

#EmCasaComSesc
Uma seleção de espetáculos do acervo do #EmCasaComSesc, reunindo produções recentes exibidas durante a pandemia nas redes e plataformas do Sesc, também integra a Ocupação Mirada 2021.

São eles: Felipe Rocha, em Ele precisa começar; Matheus Nachtergaele, em Desconscerto; Hilton Cobra, em Traga-me a cabeça de Lima Barreto!; Grace Passô, em Frequência 20.20; Mariana Lima, em Cérebro Coração; Bete Coelho, em Mãe Coragem; Sara Antunes, em Dora; Cláudia Missura e Tata Fernandes, em O Menino Teresa; Cristina Moura, em MASCARADO – Ägô Pra Falar, Ägô Pra Dançar, Ägô Pra Existir; e Fragmento Urbano, em Espaço Seguro para Ficar em Risco.

Após cinco edições e dez anos de existência, o Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas não teve sua realização em 2020 devido à crise sanitária. “A Ocupação Mirada 2021 recorre a um formato híbrido entre presencial e on-line com ações que dão continuidade à trajetória do Festival, como parte de sua memória e de seus novos frutos, que conjugam experiências adquiridas tanto por criadores quanto por espectadores ao longo deste período”, afirma Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo. “Perante esse cenário inevitável e imprevisível, aqueles que fazem da arte um poderoso meio de (re)criar laços com o mundo demonstraram habilidade em articular formatos e temáticas imprescindíveis para estabelecermos relações com aquilo que nos acontecia, suas consequências e, sobretudo, com as condições que nos levaram até aqui e os caminhos que avistam renovados horizontes”, complementa Danilo.

Refletir sobre a linguagem

Além dos espetáculos, a Ocupação Mirada 2021 reserva boa parte da programação para a reflexão sobre a produção cênica atual e alguns apontamentos para onde elas seguirão.

Para isso, estão no calendário quatro mesas de conversas on-line, com transmissão nas redes do Sesc SP. São elas: “Desafios e Perspectivas da Ação Cultural”, com Danilo Miranda, Carmen Romero (Chile), Otávio Arbelaez (Colômbia) e Gonçalo Amorim (Portugal); “Percursos Criativos”, com Alexandre Dal Farra, Marcio Abreu (Brasil), Guillermo Calderón (Chile) e Patrícia Portela (Portugal); “Teatralidades e Povos Indígenas”, com Ailton Krenak, Paula González Seguel (Chile) e Andreia Duarte; e “Corpo Político e Presencialidades”, com Diana Daf Collazos (Peru), Cleo Tavares (Cabo Verde), Isabel Zuaa (Portugal), Nádia Yracema (Angola).

Erupção — Foto: Foto LaimaArlauskaite

Aberturas de processo artístico

Alguns artistas vão compartilhar com o público seus processos de criação de obras que estão sendo gestadas. Caso de Antonio Araújo, do Teatro da Vertigem comentando a criação do seu próximo trabalho que propõe investigar criticamente o ambiente do agronegócio brasileiro; da ColetivA Ocupação, que faz um ensaio aberto de seu próximo espetáculo Erupção, transmitido pela internet; e do Coletivo 302, da Baixada Santista, dedicado à pesquisa histórica e geográfica de Cubatão (SP), que vai mostrar ao público como desenvolve seu próximo trabalho – Vila Fabril – que trata criticamente sobre questões ambientais, econômicas e sociais da região.

“Telas Abertas da América Latina” contará com representantes de grupos de teatro para questionar a construção eurocentrista na criação de monumentos (reais e simbólicos) e propor novas formas de se contar histórias. Haverá transmissão ao vivo, pelo YouTube, com a participação do Clowns de Shakespeare (RN/Brasil), teatro del Embuste (Colômbia), Grupo Cultural Yuyachkani (Peru), Malayerba (Equador) e Teatro de los Andes (Bolívia).

Esses mesmos coletivos lideram também o laboratório on-line “Demolição e Criação de Monumentos” – com inscrições já encerradas – que resultará no encontro “Monumentos Futuros”, sobre o processo realizado nos dias anteriores.

Na mostra “Mirada Digitais”, artistas de diferentes origens e áreas de atuação no campo das artes cênicas comentam, cada um, uma coletânea especial, a partir de séries e documentários originais do Sesc Digital.




Fonte Original

Compartilhar
Mostrar mais
Botão Voltar ao topo
EnglishPortugueseSpanish
Fechar
Fechar