Empresário é condenado por agredir ex-namorada com puxões de cabelo e tapas durante festa no interior de SP | Santos e Região

O empresário Orestes Bolsonaro Campos foi condenado por agredir uma ex-namorada durante uma festa em Registro, no interior de São Paulo. Segundo a decisão, Orestes agrediu Ana Caroline Figueiredo Alves com puxões de cabelo e tapas, e a arrastou pelo chão. O caso ocorreu em 2020.

Orestes é sobrinho do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Ele é filho de Denise Bolsonaro, irmã do presidente. Ele e a família vivem na região do Vale do Ribeira, onde o presidente morou por muitos anos.

Orestes e Ana Caroline mantinham, de forma esporádica, relacionamento afetivo. Eles foram em uma festa juntos no dia 17 de setembro de 2020, por volta das 2h, na Rua Ceará, em Registro. No local, ao ver Ana Caroline com o ex-namorado, Orestes a agrediu com puxões de cabelo e tapas, e a arrastou pelo chão, causando-lhe lesões.

Ana Caroline prestou depoimento e contou que, após ingerir bebida, foi descansar no quarto, onde estava o seu ex-namorado Weisser Fabricio Felis da Silva. Ela afirmou que estava descansando, quando Orestes entrou no local, a viu e a acordou com um puxão de cabelo.

Ela contou que ele a ‘balançou no ar’, ficou puxando o cabelo dela e a jogou no chão. Ana Caroline disse que Orestes foi para cima do ex-namorado dela e outras pessoas separaram a briga. Ela e Weisser conseguiram correr e sair da casa.

Na frente da residência, Orestes foi atrás dela, que caiu. A mulher contou que ele passou a arrastá-la pelo chão. Ela conseguiu entrar no carro do ex-namorado e foi para a delegacia, quando se submeteu a exame de corpo de delito.

Em depoimento, Weisser confirmou as agressões e a versão de Ana Caroline. Ele contou que também levou um soco e que o empresário chegou a quebrar o para-brisa do carro dele.

Interrogado, Orestes negou a acusação. Ele disse que Weisser foi ao local sem ser convidado. Ana foi descansar no quarto e Weisser “sumiu”. Por isso, ele foi até o cômodo e viu os dois se beijando sem roupas.

Segundo Orestes, Weisser foi para cima dele e que os dois se agarraram. Ana entrou na briga e acabou sendo empurrada. Orestes disse que não sabe se foi ele ou Weisser quem empurrou Ana e que os amigos entraram no quarto para ver o que estava acontecendo.

O caso foi julgado pela juíza Barbara Donadio Antunes Chinen. Segundo ela, as lesões constatadas em Ana Caroline são incompatíveis com a alegação de Orestes. Caso ela tivesse apenas sido empurrada, não teria sofrido lesão no couro cabeludo. Segundo a juíza, por conta disso, ficou claro que ela foi agredida. Orestes causou lesões em, ao menos, 6 lugares diferentes do corpo de Ana Caroline.

A juíza fixou uma pena de 4 meses de detenção à Orestes em regime inicialmente aberto. Ele permanecerá solto durante o processo e assim deverá aguardar o trânsito em julgado. A juíza condenou o réu ao pagamento da taxa judiciária, no valor de 100 UFESP´s. Ela também fixou o valor de R$ 15 mil de indenização por danos morais, a ser pago pelo réu à vítima.

O g1 entrou em contato com o advogado de defesa de Orestes, Alexander Neves Lopes, mas ele não se posicionou sobre o assunto até a publicação desta reportagem.

Acusado de tentativa de feminicídio, sobrinho de Bolsonaro vai a júri popular em Cajati (SP) — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Além deste caso, a Justiça de São Paulo determinou que Orestes irá a júri popular por tentar matar a ex-mulher e o companheiro dela em Barra do Turvo, no interior de São Paulo, em 2020. A Justiça de São Paulo determinou que Orestes responda por tentativa de homicídio e de feminicídio. A data do júri popular ainda não foi definida. Se condenado, ele pode pegar até vinte anos de cadeia.

De acordo com o Ministério Público (MP), Orestes agiu por motivo torpe e impossibilitou a defesa das vítimas, pois atacou os dois enquanto eles dormiam. Segundo o MP, na ocasião, ele deu golpes no companheiro da ex-mulher com um pedaço de madeira e a vítima desfaleceu. Orestes teria sacado uma arma e o homem conseguiu entrar em luta corporal contra ele. A mulher pegou o filho no colo e chamou a polícia Veja mais detalhes do caso aqui.

Na época, o advogado de Orestes disse entender que a sentença não levou em conta “os depoimentos e laudos produzidos no caderno processual e no manto do contraditório”. De acordo com ele, se tais questões fossem apreciadas, seria afastada a responsabilidade imputada em desfavor do acusado.

“A defesa técnica, de forma tempestiva, interpôs o recurso previsto em lei, apresentará as devidas razões e após o processamento sustentará no Egrégio Tribunal de Justiça, acreditando na despronúncia do acusado”, disse Lopes, em nota.

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