Dólar e Ibovespa operam em baixa, com juros na Europa e nos EUA no radar



No dia anterior, a moeda norte-americana recuou 0,21%, cotada a R$ 4,9452. Já o principal índice de ações da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 0,62%, aos 128.890 pontos. Dólar e Ibovespa operam em baixa
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O dólar opera em leve baixa nesta quinta-feira (7), com investidores repercutindo a decisão do Banco Central europeu (BCE) em manter suas taxas de juros inalteradas em 4,0% ao ano.
O mercado também aguarda novas falas do presidente Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, sobre a economia dos Estados Unidos e o cenário de juros no país.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em baixa, puxado pela Petrobras.
Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 11h50, o dólar caía 0,19%, cotado a R$ 4,9360. Veja mais cotações.
No dia anterior, a moeda norte-americana teve baixa de 0,21%, cotado a R$ 4,9452.
Com o resultado, acumulou:
retração de 0,19% na semana;
queda de 0,55% no mês;
e avanço de 1,91% no ano.

Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,50%, aos 128.241 pontos.
As ações da Petrobras, uma das empresas com maior peso na composição do índice, caía cerca de 1%, puxando o desempenho negativo da bolsa. Essa queda é influenciada pela desvalorização do petróleo no exterior.
Na véspera, o índice teve alta de 0,16%, aos 128.890 pontos.
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,22% na semana;
0,10% no mês;
e 3,95% no ano.

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Em mais um dia de agenda econômica esvaziada no Brasil, os olhos se voltam, desta vez, para a Europa.
O BCE optou por manter suas taxas de juros inalteradas em 4% ao ano, mas trouxe uma comunicação mais amena em relação à trajetória da inflação na zona do euro.
“Estamos fazendo bom progresso em direção à nossa meta de inflação e estamos mais confiantes como resultado –mas não estamos suficientemente confiantes”, disse a presidente do BCE, Christine Lagarde, numa coletiva de imprensa.
No entanto, a instituição ainda espera mais dados para começar a baixar os juros. “Embora a maior parte das medidas da inflação subjacente tenha diminuído ainda mais, as pressões internas sobre os preços permanecem elevadas, em parte devido ao forte crescimento dos salários”, diz o comunicado da reunião.
Também há expectativa sobre o discurso de Jeome Powell, presidente do Fed, no Senado americano nesta quinta.
Ontem, o banqueiro central já havia discursado na Câmara dos Deputados. Ele disse que a próximas decisões sobre quando e com que rapidez o Fed deve reduzir as taxas de juros norte-americanas serão baseadas exclusivamente em dados econômicos.
“Nosso foco é pleno emprego e a estabilidade de preços, e os dados afetam as perspectivas. São essas coisas que estaremos analisando”, afirmou em seu discurso. Ele disse, no entanto, que o progresso contínuo na redução da inflação “não está garantido”, fato que tem impedido que autoridades do Fed se comprometam com qualquer cronograma ou ritmo de redução de juros.
Atualmente, os juros no país estão entre 5,25% e 5,50% ao ano e há muita expectativa sobe o início dos cortes.
Antes da última reunião do Fed, muitos analistas acreditavam que a primeira redução poderia acontecer em março. Mas, com a instituição avisando que não vê espaço para um corte tão em breve, as projeções mudaram e, agora, a maioria acredita que essas reduções devem começar no meio do ano, entre junho e julho.
O mercado também aguarda a divulgação, amanhã, do payroll, o mais importante relatório de empregos dos Estados Unidos.
Ainda no exterior, na China, os dados de exportações e importações surpreenderam positivamente o mercado. Entre janeiro e fevereiro, as exportações subiram 7,1%, contra expectativa de 3,0%, enquanto as importações avançaram 3,5%, contra projeções de 2,2%.
*Com informações da agência de notícias Reuters


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