Custo com aluguel compromete 45% da renda dos moradores da Baixada Santista, diz estudo | Santos e Região

Alugar um imóvel em cidades da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, pode custar em média 45% da renda dos moradores que dependem da locação. O levantamento foi feito pelo ‘Censo Quinto Andar de Moradia’ em conjunto com o Instituto Datafolha.

A população da região gasta algo em torno de R$ 951 por mês com a locação, quase 40% a mais do que a média nacional. O percentual de comprometimento de renda na Baixada Santista é maior do que em São Paulo (38%), Rio de Janeiro (34%), Belo Horizonte (31%) e em comparação com as cinco regiões do país. A média nacional é também é inferior, de R$ 686.

Ao todo, foram realizadas 3.186 entrevistas com pessoas acima de 21 anos, em todas as cinco regiões do país (Sudeste, Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste). Segundo o Quinto Andar, há também uma amostra representativa das regiões metropolitanas de Rio, São Paulo e Belo Horizonte e dos macropólos da Baixada Santista e de Ribeirão Preto.

De acordo com a empresa, a pesquisa foi feita por meio de entrevistas pessoais em pontos de fluxo populacional entre os dias 11 e 21 de outubro de 2021 e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos para o total da amostra.

Segundo o diretor regional do Sindicato do Mercado Imobiliário (Secovi) em Santos, Carlos Meschini, os números apresentados pela pesquisa são “reais e imediatos”. Para ele, os cenários político e econômico atual impactaram nesse índice que se mostrou o mais alto do país. “Viemos de um processo acumulativo, com eleições, desemprego e pandemia. As pessoas não sabem o que pode acontecer”, explica.

De acordo com o diretor do Secovi, a baixa procura é uma consequência do aumento, que ocorre devido aos acontecimentos externos. “Na pandemia não podia ter despejo, então não houve movimentação no mercado, por isso há a probabilidade de terem aumentado os valores”.

Desta forma, segundo ele, a inflação e os juros apresentam uma alta e a produtividade do mercado cai. “Isso deixa o cliente preocupado e ele posterga os projetos de se mudar”, afirma. O principal meio a “sentir” essa alta é o da locação, já que se caracteriza pelo imediatismo do cliente de alugar um imóvel.

Apesar dos impactos negativos, Meschini acredita que o alto índice não deve durar por muito mais tempo. “Após a eleição o cenário deve mudar, os juros devem baixar e normalizar”. Visto que o período eleitoral é tido como um período de instabilidade.

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