Conheça a história do advogado que disse ter sido abduzido por ETs no litoral de SP há 65 anos | Santos e Região

Há 65 anos, o advogado e professor João de Freitas Guimarães saía de Santos em direção a São Sebastião, no litoral de São Paulo, para viver uma história que contaria por décadas. Apesar do encontro com extraterrestres nunca ter sido comprovado, documentos e relatos escritos fazem parte do acervo sobre Óvnis do Arquivo Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

João, formado pela Faculdade Católica de Direito de Santos, viajou a São Sebastião em 16 de junho de 1956, à trabalho, mas chegou tarde e precisou adiar os compromissos para o dia seguinte. Ele decidiu se hospedar em um hotel e, depois do jantar, caminhar pela praia antes de dormir.

No entanto, entre 19h10 e 19h15, ele olhou para o mar e viu um enorme jato d’água. Segundos depois, surgiu um equipamento que ele nunca havia visto na vida, que emergiu do mar e seguiu em sua direção. O professor ficou paralisado de medo, até que o equipamento pousou à sua frente.

Conforme relatado por ele em documentos históricos, o objeto voador era cheio de esferas, e logo saíram dois homens de dentro de uma ‘porta’. Os homens, segundo João, eram “altos, claros, louros, tinham olhos claros e serenos”. Eles usavam uma espécie de macacão verde.

De início, o professor ficou assustado com a situação, mas como os estranhos pareciam muito “humanos e perfeitos”, ele tomou coragem e perguntou a eles se precisavam de alguma ajuda. Sem resposta, ele repetiu em francês, inglês e italiano, mas foi ignorado novamente.

Relato de João de Freitas Guimarães foi documentado pelo Boletim Especial da Sociedade Brasileira de Estudos de Disco Voadores — Foto: Reprodução/Arquivo Nacional

Apesar do silêncio, o professor relatou que parecia que os estranhos o convidavam para entrar no equipamento. Notando a insistência, João decidiu entrar. Dentro do disco voador, o professor contou que sentiu um mal-estar após a porta ser fechada às suas costas.

Ele perguntou aos seres se estava chovendo, mas lhe foi respondido, telepaticamente, que não. Os tripulantes teriam explicado a ele como o equipamento funcionava, dando detalhes sobre gravidade, rotação e direção do equipamento voador.

Em dado momento, o professor sentiu o veículo sacudir fortemente, e notando o receio do convidado, as criaturas lhe explicaram que a nave havia acabado de deixar a atmosfera da Terra. Ao longo da viagem, João perguntou várias vezes de onde aquelas criaturas eram, mas nunca foi respondido.

Ao voltarem para o solo, o professor percebeu que seu relógio esteve parado durante toda a viagem – mas ele calculou que esteve entre 30 e 40 minutos dentro do equipamento voador.

Ainda dentro do disco voador, João chegou a combinar um novo encontro com as criaturas, mas, com a imensa repercussão do caso, ele não compareceu. Curiosos e ufólogos chegaram a organizar caravanas para assistir ao encontro na data e horário marcados.

João faleceu aos 87 anos em Santos, onde viveu com sua família por boa parte da vida. Ele falava português, latim, italiano, espanhol, francês, inglês, alemão, russo, grego e esperanto e chegou a ser juiz presidente de Junta de Conciliação e Julgamento da justiça trabalhista de Santos.

Os documentos e relatos de João de Freitas Guimarães sobre o encontro com seres extraterrestres foi publicada originalmente no Boletim Especial da Sociedade Brasileira de Estudos de Disco Voadores (SBEDV), na edição de 1975.

A história foi resgatada recentemente pelo jornalista e historiador Sérgio Williams, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santos e autor do blog Memória Santista. Para Williams, sem entrar no mérito sobre a veracidade do encontro, a história teve um grande peso na época, por ter vindo de um advogado que era muito respeitado na cidade.

“Homem culto, de grande credibilidade, chocou a sociedade santista na época por narrar a sua suposta experiência de contato com seres extraterrestres, não pela história em si, mas justamente por conta da fonte”, opinou. “Ninguém podia supor que um professor de Direito, respeitadíssimo, seria o protagonista confesso de uma história deste quilate”.

Para o jornalista, o episódio teve, historicamente, o mesmo peso que outros casos notórios no Brasil, como o do ET de Varginha ou a Noite dos OVNIs de 1986. “Até hoje é uma das maiores referências sobre o assunto nas rodas de ufólogos e simpatizantes do tema”.

Ao g1, por telefone, uma das filhas do professor e advogado, Maria Regina Guimarães, revelou que o assunto se tornou um ‘tabu‘ em sua família, devido ao assédio da mídia nacional sobre ele após a revelação das primeiras entrevistas. “Minha mãe não gostava, se aborreceu muito na época”, conta.

“Foi um inferno. Em vez de ter um olhar até incrédulo, mas respeitoso, foi uma barbaridade”, relembra a filha do advogado. “Esse assunto para nós ficou marcado como muito desagradável”.

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