Cobra-de-duas-cabeças é encontrada em porta de loja no litoral de SP: ‘achei que era uma corda’; VÍDEO | Santos e Região

Uma cobra-de-duas-cabeças (Amphisbaena microcephalum) foi encontrada presa na porta de uma loja de móveis em Bertioga, no litoral de São Paulo. Ao g1, o empresário João Jordão contou nesta quarta-feira (19) que tomou um susto ao ver o animal e que, de início, pensou que era uma corda amarrada no local (veja o vídeo acima).

O animal foi visto no estabelecimento localizado na Avenida Dezenove de Maio, no bairro Jardim Albatroz. “Quando abri a porta de aço, ela estava pendurada. Achei até que era uma corda, mas depois olhei direito e vi que estava se mexendo”, disse João Jordão.

O empresário acrescentou que, após uma breve pesquisa, entendeu que se tratava de uma cobra-de-duas-cabeças e que não oferecia grande perigo. “Tiramos da porta e a colocamos dentro de uma caixinha de papelão. Depois, levei até o Departamento de Operações Ambientais da cidade”.

Nas imagens, obtidas pelo g1, é possível ver o momento em que o empresário tomou um “susto” ao ver o animal pela primeira vez. Na sequência, um funcionário do estabelecimento retirou a cobra-de-duas-cabeças e a colocou na caixa.

Nunca vi um animal como este por aqui. Não sei nem como ele entrou, pois as portas ficam fechadas o tempo inteiro. Talvez tenha vindo de um ralo, por meio de um duto de esgoto, ou até saiu de algum vaso sanitário.

— João Jordão, empresário que encontrou a cobra-de-duas-cabeças

Cobra-de-duas-cabeças é encontrada em porta de loja no litoral de SP — Foto: Reprodução

Segundo o biólogo Daniel Bortone, trata-se de uma “anfisbena”, também conhecida como cobra-de-duas-cabeças. A espécie, segundo ele, vive enterrada no solo.

Ainda de acordo com o profissional, a espécie encontrada no estabelecimento é diferente da cobra-cega. “As anfisbenas são répteis. Não são serpentes, mas são ‘parentes’. Já as cobras-cegas são anfíbios”.

Cobra-de-duas-cabeças é encontrada em loja em Bertioga, no litoral de São Paulo — Foto: Reprodução

Bortone afirmou ainda que a espécie não é peçonhenta, ou seja, venenosa, mas pode morder caso seja manuseada. “Apesar do nome, ela tem uma cabeça só, embora seja bem parecida com a cauda”, explica.

Para o biólogo, é importante ressaltar que não é necessário matar o animal ao encontrá-lo. “[Elas] são importantes no equilíbrio da natureza. Comem insetos, larvas e vermes. Portanto, controlam a população desses animais”.

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