Acusado de matar namorada a facadas em festa após crise de ciúmes vai a júri popular | Santos e Região

O crime aconteceu em dezembro de 2019, na festa de aniversário do cunhado de Viviane, no bairro Vila Margarida. No local, Viviane e a irmã conversavam com um rapaz quando, segundo testemunhas, Bruno demonstrou ciúmes.

Quando saiu para ir ao banheiro, Bruno seguiu a namorada e desferiu dois golpes de faca no pescoço da mulher. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital Municipal de São Vicente no mesmo dia.

Viviane Santos de Freitas, de 36 anos, foi morta a facadas pelo namorado em uma festa em São Vicente (SP) — Foto: Reprodução/Facebook

Ele foi preso em flagrante e, em seguida, teve a prisão convertida em preventiva enquanto o processo estava em andamento. O juiz Alexandre Torres de Aguiar, da 1ª Vara Criminal de São Vicente, justificou a decisão dizendo que a descrição do crime e seus motivos “denotam ser ele pessoa de índole perigosa de forma concreta”.

O crime aconteceu dentro de uma casa onde acontecia uma festa com familiares. Segundo o juiz, Bruno demonstrou “audácia e total desprezo por seus semelhantes e, principalmente, a certeza de sua impunidade”.

O julgamento começou, por volta de 10h20, no Fórum de São Vicente. Ele responde pela prática de feminicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima.

Serão ouvidas em plenário quatro testemunhas de acusação, seis de defesa e uma testemunha comum. Ao g1, o advogado de defesa do réu, João Carlos de Jesus Nogueira, disse que defenderá a tese pela absolvição de Bruno.

“A acusação está apoiada em três testemunhas que não viram o fato”, disse. “Bem como a suposta faca que não foi apreendida. Se você analisar o laudo do IML, o corte foi de dois centímetros e não dá para precisar que aquele ferimento foi feito por meio de faca”.

O advogado diz ainda que Bruno não se recorda do que aconteceu e, na ocasião, estava fazendo uso de medicamentos e havia ingerido bebida alcóolica. “Ao final do júri, havendo dúvida razoável, é óbvio que a absolvição é a melhor alternativa. Teria que ter certeza para culpá-lo”, defende.

A tese alternativa da defesa, ainda conforme João, é desqualificar as agravantes e qualificadoras para que o réu seja condenado como homicídio simples.

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