Acusado de matar ex-mulher e enterrá-la no próprio quintal vai a júri popular em Guarujá, SP | Santos e Região

O homem acusado de matar a ex-companheira Rosana Fernandes da Silva, de 32 anos, vai a júri popular nesta quinta-feira (30), em Guarujá, no litoral de São Paulo. Anderson Vitor Alves, de 44 anos, que atuava como guarda civil municipal antes do crime, confessou que matou a mulher com dois tiros na cabeça, durante uma discussão pelo pagamento de pensão alimentícia aos dois filhos. Depois, ele enterrou o corpo dela no quintal da casa.

O réu responde pela prática de homicídio triplamente qualificado, seguido de ocultação de cadáver. A decisão de submetê-lo a júri popular foi assinada pelo juiz Edmilson Rosa dos Santos, da 3ª Vara Criminal de Guarujá. O julgamento começou à 10h05 desta quinta-feira, no Fórum de Guarujá e acontece de forma presencial.

Drone mostra cova em que mulher foi enterrada após discussão por pensão

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No plenário o juiz, estão presentes o advogado de defesa, o promotor, o réu, as testemunhas e os 23 jurados. Devido à pandemia de Covid-19, parentes e público em geral foram proibidos de entrar na audiência, para evitar aglomerações.

Ao g1, o advogado que atua como assistente de acusação, Airton Sinto, disse que a expectativa é qualificar o assassinato de Rosana como feminicídio, motivo torpe, meio que impediu a defesa da vítima e, também, a ocultação de cadáver. “A expectativa é que a pena seja fixada entre 25 e 30 anos de prisão”, explicou.

No plenário, seis testemunhas comuns e outras três exclusivas da defesa devem ser ouvidas. O g1 tentou, mas não conseguiu contato com o advogado de defesa do réu, Silvano José de Almeida.

Principal testemunha morreu

O júri do réu havia sido marcado, inicialmente, para acontecer no dia 19 de agosto. No entanto, nesta data, a atual esposa dele, que atuaria como principal testemunha de defesa, não compareceu. Anderson se recusou a falar e, por isso, o julgamento foi adiado para esta quinta.

A mulher alegou problemas de saúde e, dias depois, morreu no hospital. Segundo registrado pela polícia, ela sofria com câncer de mama e estava com metástase.

O assassinato de Rosana aconteceu em agosto de 2020, na casa do acusado, no bairro Jardim Virgínia. Rosana estava desaparecida há dez dias e, segundo familiares, o ex-companheiro chegou a oferecer ajuda durante as buscas. Porém, Anderson acabou levantando suspeitas dos policiais, já que apresentou declarações contraditórias sobre o desaparecimento.

Ele foi preso provisoriamente e, quando foi interrogado, ele confessou o crime. Em depoimento à Polícia Civil, o acusado alegou que buscou Rosana no trabalho e, após chegar na casa dele, ela teria começado a gritar e a tentar agredí-lo.

Câmeras de monitoramento flagraram mulher que desapareceu entrando no carro do ex

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Neste momento, ele pegou uma arma para “assustá-la”, sem intenção de usar. O gatilho teria sido puxado durante a confusão. O tiro atingiu a mulher duas vezes na cabeça, que não resistiu e morreu. Logo em seguida, ele enterrou o corpo dela no quintal de sua residência para que o crime não fosse descoberto. Porém, ao confessar o crime, ele apontou o local onde estava o corpo.

A prisão preventiva dele foi convertida em provisória, e Anderson estava na Penitenciária de Tremembé até o momento do julgamento desta quinta.

Mulher foi morta e enterrada em um quintal em Guarujá, SP — Foto: Reprodução/Facebook

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